sexta-feira, 19 de abril de 2019

BRT DO RIO JANEIRO AFUNDANDO E SEM SOLUÇÃO MILAGROSA

Consórcio BRT Rio considera ônibus convencionais no sistema um retrocesso para a mobilidade urbana

Segundo Consórcio BRT Rio, ao substituir ônibus articulados por convencionais, a intervenção eleva o custo de operação sem um ganho de eficiência. Foto: Divulgação.
Medida foi anunciada nesta semana pelo interventor Luiz Alfredo Salomão
Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes

O Consórcio BRT Rio informou em nota ao Diário do Transporte que considera o uso de ônibus convencionais no sistema um retrocesso para a mobilidade urbana. A medida foi anunciada nesta semana pelo interventor Luiz Alfredo Salomão.
De acordo com o posicionamento do Consórcio BRT Rio, ao substituir ônibus articulados por convencionais, a intervenção eleva o custo de operação sem um ganho de eficiência.
“A Prefeitura vem utilizando o BRT como um laboratório de testes em vez de apresentar soluções definitivas para as suas obrigações legais, quase três meses depois do início do processo de intervenção”, informou o consórcio, em trecho da nota.
Confira a nota, na íntegra:
Em relação ao anúncio feito pela equipe de intervenção da Prefeitura do Rio, o Consórcio BRT Rio esclarece:
 
– A medida pode ser considerada um retrocesso para a mobilidade urbana, uma vez que descaracteriza um projeto adotado com sucesso em 171 cidades no mundo;
– O sistema BRT do Rio de Janeiro já foi considerado referência mundial por especialistas, recebendo o Selo Ouro do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), uma das principais entidades internacionais de avalição do transporte público, com sede em Nova York;
– Apesar de todo o reconhecimento internacional, a Prefeitura do Rio optou por abandonar um sistema que transporta mais de 500 mil passageiros por dia;
– A omissão da Prefeitura tem efeito direto nos passageiros, que são os mais prejudicados com a perda de vantagens do BRT: viagens mais rápidas, previsíveis e seguras em um sistema controlado;
– A utilização de ônibus convencionais nos corredores BRT contraria a concepção de um sistema de alta capacidade que opera em pistas exclusivas com: pagamento antecipado, embarque em nível e rápido em veículos com capacidade de até 180 passageiros por quatro entradas (em até 30 segundos);
– Ao substituir ônibus articulados por convencionais, a intervenção eleva o custo de operação sem um ganho de eficiência ao exigir a contratação de mais motoristas, aumentando também os gastos com combustível e de uma manutenção não prevista dos veículos. É importante lembrar que cada veículo articulado corresponde a mais de dois veículos urbanos;
– A Prefeitura vem utilizando o BRT como um laboratório de testes em vez de apresentar soluções definitivas para as suas obrigações legais, quase três meses depois do início do processo de intervenção;
– É inaceitável que a intervenção não tenha uma resposta rápida e concreta para as condições precárias das pistas de circulação dos ônibus articulados, que já provocaram a retirada de mais de 70 veículos de operação e aumentaram consideravelmente o tempo de viagem ao longo dos corredores;
– Até o momento, a intervenção vem demonstrando total falta de capacidade técnica para apresentar ações efetivas para o cumprimento de suas responsabilidades legais, como melhorar as condições precárias das pistas, reduzir os calotes, combater a ação descontrolada de ambulantes e os sucessivos atos de vandalismo;
– A redução da frota em operação do sistema BRT é responsabilidade direta da Prefeitura, que não oferece as condições necessárias para a circulação dos ônibus nos corredores expressos, que, segundo estudo recente, tem mais de 80% das suas pistas sem condições adequadas para a circulação dos ônibus articulados;
– O Consórcio BRT Rio reafirma mais uma vez que a Prefeitura deve assumir integralmente suas obrigações contratuais e oferecer as condições necessárias para a operação das empresas no sistema BRT;
– É inadmissível que até o momento a Prefeitura ainda não tenha apresentado, de forma transparente, qual é o planejamento para a melhoria do sistema BRT;
– As ações anunciadas pela Prefeitura deixam claro o caráter político da intervenção, já que todas as medidas anunciadas referem-se somente às responsabilidades contratuais do governo municipal no sistema BRT;
– Além de não ter apresentado sequer à população o diagnóstico e soluções necessárias para retomada da operação, a intervenção atesta sua incompetência técnica e interesses meramente políticos ao anunciar a licitação de um sistema negligenciado pela Prefeitura;
– O anúncio de uma suposta licitação, sem antes cumprir com as obrigações legais da intervenção, não só desrespeita o contrato de concessão existente como cria uma insegurança jurídica para o investidor privado;
“Se a Prefeitura não respeita o acordo atual e não se responsabiliza por suas obrigações legais, por que seria diferente no futuro? A quem interessa a licitação?”
Jessica Marques para o Diário do Transporte

terça-feira, 2 de abril de 2019

GLOBO TRANSPOTES RENOVA COM MARCOPOLO TORINO PLUSS (JAILSON SILVA BLOGUEIRO ESPECILIESPE EM MOBILIDADE E TRANSPOTES)















Os novos veículos da Globo são equipados na configuração convencional, com 12,5 metros de comprimento, três portas do lado direito, chassi Mercedes-Benz OF-1721 e capacidade para 34 passageiros sentados em poltronas City estofadas. Eles serão utilizados no transporte urbano e metropolitano do Recife, principalmente na Zona Norte da capital pernambucana, onde a Empresa tem forte atuação.

Por conta da diversidade operacional, os veículos estão vindo no Padrão do SEI Radial e Perimetral e na cor do Consórcio Capibaribe Lote 05.
Além dessa venda para a Transportadora Globo, a Marcopolo vai entrega  novas unidades também de  TORINO para outras operadoras do Grande Recife, entre elas já adiantamos as compras para o Grupo Pedrosa, sendo 20 veículos , 10 para a SJT - São Judas Tadeu e 05 para Transcol.
Fomos Recebidos Pela equipe Globo: Sr Allison Diretção e Rafael (controle) somos gratos pela oportunidade de conhecer sua recente frota.

Fonte: Blog GRMPE

sábado, 16 de março de 2019

CAIO SOLAR AGORA NA FABRICA DA BUSSCAR




Modelo é destinado a fretamento ou ligações rodoviárias de curta e média distâncias. Foto: Divulgação

Finalização, vendas e cotação continuam com a Caio, em Botucatu, segundo empresas
Jailson Silva
O ônibus modelo Caio Solar 3200 vai passar a ser montado na Busscar, em Joinville, Santa Catarina. A mudança foi confirmada pela Busscar ao Diário do Transporte, nesta sexta-feira, 15 de março de 2019.
A empresa, entretanto, não informou a data prevista para o início integral desta operação industrial.
Apesar de o ônibus passar a ser montado na Busscar, a finalização, as vendas e a cotação continuam com a encarroçadora Caio em Botucatu, no interior de São Paulo.
“As cotações, vendas e produção das carrocerias modelo Solar 3200 continuarão a ser feitas, pela equipe Caio normalmente, tanto no mercado interno como no externo”, informou a empresa, em nota.
O Solar é um modelo destinado a fretamento ou ligações rodoviárias de curta e média distâncias, com comprimento que pode variar de 11.125 mm a 13.200 mm. A largura externa é de 2,6 m, altura interna de 1,95 m. A altura externa é de 3,25 m, sem ar-condicionado.
O veículo pode ser encarroçado sobre chassis Mercedes-Benz, Volkswagen, Volvo, Scania, Iveco e Agrale.
O principal motivo divulgado pela encarroçadora para a mudança é a otimização da produção dos veículos. Ainda na nota ao Diário do Transporte, a companhia informou que o Solar continua sendo montado com os componentes da Caio.
“Estas carrocerias serão montadas em Joinville, para otimizarmos tanto a montagem de urbanos e microonibus em Botucatu como a montagem de rodoviários em Joinville. É um produto com componentes Caio. Os veículos terão as suas montagens finalizadas em Botucatu e serão faturadas normalmente pela Caio, em Botucatu/SP”, explicou a empresa.
Busscar e Caio são empresas distintas, mas possuem sócios em comum.
Um grupo de investidores, alguns dos quais que são sócios da Caio, comprou o parque fabril e a marca Busscar em 21 de março de 2017.
O negócio precisou do aval do juiz da 5ª Vara cível de Joinville, Valter Santin Júnior, já que a Busscar teve a falência decretada, após tentativas de recuperação judicial.
Desde o início das operações, este grupo de investidores sinalizou que haveria sinergia entre as duas empresas, inclusive nas equipes de representantes comerciais e transferências de conhecimentos industriais.
Jessica Marques e Adamo Bazani 
DIÁRIO DO TRANSPORTES
https://diariodotransporte.com.br/

quarta-feira, 13 de março de 2019

SCANIA VAI DE CAIO NO SEU BI ARTICULADO

Scania e Viação Cidade Sorriso apresentam seis novos ônibus biarticulados inéditos em Curitiba

O modelo foi testado por aproximadamente um ano. Foto: Adamo Bazani.
Modelo foi testado por aproximadamente um ano; redução de custos de aquisição e operacionais estão entre os destaques
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
A Viação Cidade Sorriso, operadora do sistema municipal de Curitiba, e o prefeito Rafael Greca apresentaram na manhã desta quarta-feira, 13 de março de 2019, em frente à Câmara Municipal, seis novos ônibus biarticulados para o sistema. Os veículos são inéditos, da marca Scania, para a cidade.
O modelo foi testado por aproximadamente um ano. Um dos destaques do veículo é a redução de custos, como disse o próprio prefeito Rafael Greca.
Alguns detalhes, como a divisória de vidro atrás do motorista, foram retirados, reduzindo assim o preço de aquisição.
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Veículos foram apresentados na manhã desta quarta-feira. Foto: Adamo Bazani.
De acordo com o presidente da Viação Cidade Sorriso, integrante do Consórcio Pioneiro e presidente do Setransp, sindicato que reúne as companhias de ônibus da cidade e da Região Metropolitana, Maurício Gulin, as soluções em engenharia desenvolvidas pela Scania, encarroçadora Caio, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A), gerenciadora do sistema e também com a participação das companhias de transporte, fizeram por exemplo com que o veículo tivesse uma tonelada a menos em comparação aos modelos da concorrente Volvo.
Maurício Gulin disse que a aquisição dos ônibus é fruto de uma concorrência em um mercado que até então era dominado exclusivamente pela Volvo.
O interior do veículo é simples. Não há ar-condicionado, os elementos e os materiais são de acabamento simplificado, como os bancos, que tradicionalmente em Curitiba não possuem os assentos conforme outros sistemas, como da cidade de São Paulo.
“Este modelo alia conforto para o passageiro e rentabilidade para o operador. Estamos muito felizes com essa parceria em Curitiba”, afirmou o diretor do segmento de ônibus da Scania, Silvio Munhoz.
O ÔNIBUS
O biarticulado Scania F 360 HA 8×2 tem motor dianteiro de 360 cavalos de potência e 1850 Nm de torque, segundo a montadora, o maior da categoria.
As unidades vendidas para a Viação Cidade Sorriso seguem o padrão da Urbs, gestora do sistema municipal.
A posição das portas na carroceria, que é fabricada pela Caio, foi determinada para se adequar às estações-tubo do sistema da capital paranaense.
O comprimento total é de 27 metros e o PBT – Peso Bruto Total é de 43,5 toneladas, também a maior do mercado de urbanos, segundo a Scania.
O câmbio é automático do modelo B 516R de seis marchas da Allison que, segundo a Scania, é programado para reduzir a carga do motor quando o veículo estiver parado e com as trocas sendo realizadas pelo sistema nos momentos ideias permite redução do consumo de combustível e velocidades maiores médias com tempo menor de percurso.
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Ônibus tradicionalmente em Curitiba não possuem os assentos. Foto: Adamo Bazani.
A suspensão é a ar com quatro bolsões nos eixos traseiros, freios a tambor, com um sistema chamado EBS que pode diminuir o tempo e a distância de frenagem, ainda segundo a Scania, além de sistema ABS, controle de tração e freio auxiliar retarder.
A LINHA
Os ônibus biarticulados Scania comprados pela Viação Cidade Sorriso vão circular na linha Santa Cândida-Capão Raso, do eixo Norte-Sul.
A demanda diária da linha é de 90 mil passageiros por dia, com perfil diversificado, mas com a maioria sendo formada por estudantes e trabalhadores.
Cada ônibus biarticulado deve operar 10 horas por dia, atingindo uma média de 5,5 mil kms percorridos.
GESTÃO DE FROTA
A Viação Cidade Sorriso, do Grupo Gulin, também contratou o pacote de serviços de gestão e monitoramento de frota chamado PMS Fleet Care, lançado pela Scania em outubro de 2018.
É a primeira empresa de ônibus urbanos a contratar o pacote com a compra de veículos.
Os serviços vão ser prestados pela concessionária Scania, no Paraná, Cotrasa.
O pacote consiste na instituição de um gestor coordenado pela concessionária que vai acompanhar os tempos necessários de manutenção e paradas, o desempenho dos veículos e dos motoristas por meio do sistema de telemetria da Scania.
Este gestor de frota vai ser designado pela própria concessionária sob responsabilidade da fabricante.
O Fleet Care, de acordo com a montadora, tem cinco pilares:
1) O próprio gestor que vai dar todo o apoio à empresa de ônibus.
2) O planejamento de serviços para que os cronogramas de manutenção sejam adaptados à realidade específica da empresa e de cada linha. As condições operacionais entre diferentes linhas podem variar muito numa mesma empresa de ônibus.
3) Monitoramento da “saúde” da frota, conservação, e sinais de defeitos que podem ser corrigidos antes que os problemas se agravem. Este acompanhamento é possível pela ferramenta Scania Fleet Monitoring que reúne todas as informações de cada veículo.
4) Acompanhamento de cada motorista para detectar o estilo de direção. Assim, o sistema tecnológico aponta como cada motorista está se portando, monitorando freadas, acelerações, inclinações devido à velocidade nas curvas, entre outros aspectos. Este diagnóstico pode permitir treinamentos de motoristas de forma mais adequada à realidade da empresa de ônibus.
5) Maior relacionamento com as concessionárias da Scania, podendo até mesmo haver oficinas da marca dentro da garagem.
A empresa também pode, pelo pacote de serviços, optar pela garantia de disponibilidade. Assim, a Scania promete 100% de disponibilidade de uma equipe em determinado período do dia, como de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, por exemplo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Jessica Marques para o Diário do Transporte
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pesquisa: Blog Grande Recife mobilidade Pernambuco

segunda-feira, 11 de março de 2019

ÔNIBUS ELÉTRICO 100 % BRASILEIRO


Ônibus elétrico vai ter bateria pernambucana


O Grupo Moura vai fornecer as baterias de lítio que permitirão o funcionamento dos novos veículos com eletricidade

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O Grupo Moura, a Eletra e a empresa americana XALT Energy firmaram parceria para produção do primeiro ônibus 100% elétrico fabricado no Brasil, além de um novo modelo elétrico-híbrido. A união entre as empresas foi oficializada nesta quinta-feira (21/09) e prevê a apresentação dos novos modelos ao mercado até meados de 2019.
A parceria entre as três empresas marca o início das operações do Grupo Moura no mercado de baterias de lítio. Inicialmente a empresa importará as baterias fabricadas pela XALTP e fará uma “tropicalização” para o mercado sul americano e no futuro viabilizar a produção nacional assim que a demanda interna justificar os investimentos.
A Eletra já havia anunciado uma nova linha de equipamentos e componentes com tecnologia 100% nacional e novos ônibus elétricos e híbridos adaptados às condições brasileiras. A empresa também modernizou sua fábrica em São Bernardo do Campo para aumentar sua linha de produção e anunciou novidades para 2019.
Os ônibus com tecnologia elétrica representam a melhor proposta tecnológica para o transporte urbano e podem circular em diferentes configurações. No veículo elétrico puro, a energia para o sistema elétrico é proveniente de um avançado conjunto de baterias de lítio, interligadas em série e em paralelo. Já no modelo elétrico-híbrido, a energia vem também destas baterias e do grupo motor-gerador, que, somados ou individualmente, alimentam o sistema de tração. Nos dois modelos apenas o motor elétrico traciona o veículo. O elétrico-híbrido pode operar no modo elétrico puro (grupo motor-gerador desligado) por até 30 (quilômetros) km, por isto o modelo é chamado de Híbrido-Dual, tecnologia exclusiva da Eletra. Já o modelo elétrico puro apresenta autonomia de aproximadamente 200 km.
 Na versão híbrida o consumo de combustível também é menor: redução de 28%. Como elétrico puro ou trólebus, além da emissão zero, o consumo de energia é 38% menor pela eficiência da frenagem regenerativa – o sistema é conhecido como kers, sigla em inglês que identifica o sistema de recuperação de energia cinética. Quando o freio é acionado, o motor elétrico atua como um gerador e a energia que seria desperdiçada nas frenagens é reaproveitada e armazenada no banco de baterias.
Os grandes diferenciais da tecnologia desenvolvida pela Eletra é a padronização do sistema de tração elétrica dos modelos (híbridos e elétricos puro) e a flexibilidade para somar, isolar ou substituir fontes de energia distintas no mesmo ônibus, permitindo que um único ônibus elétrico possa operar e se ajustar as condições disponíveis de matriz energética.
fonte: Future Transportes

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

MARCOPOLO E SUA NOVA FABRICA NO RIO GRANDE DO SUL


Marcopolo prevê funcionamento pleno para novo centro de fabricação até dezembro de 2019


Local receberá produção da fábrica do Planalto, da Neobus e de equipamentos metálicos
JESSICA MARQUES
A encarroçadora de ônibus Marcopolo prevê o funcionamento pleno para o centro de fabricação até dezembro de 2019. As instalações foram apresentadas aos veículos de comunicação do setor, incluindo o Diário do Transporte, nesta terça-feira, 19 de fevereiro.
A encarroçadora de ônibus Marcopolo inaugurou a unidade em Ana Rech, Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em 7 de fevereiro de 2019.
Até o momento, o local está com a fabricação de produtos metálicos e, segundo o coordenador de manufatura André Luís Matté, até o fim deste ano o pavilhão receberá a produção que é realizada na unidade do bairro Planalto, que será completamente transferida, assim como a produção de ônibus da Neobus.
“Durante as férias coletivas, aproveitamos para transferir a primeira unidade para o novo centro de fabricação”, disse o executivo.
As atividades do bairro Planalto serão transferidas porque, segundo o executivo, os arredores tornaram-se estritamente residenciais e a movimentação de veículos para carga e descarga ficou mais difícil de ser feita.
As obras do novo centro de fabricação foram realizadas de 28 de fevereiro de 2018 a 28 de dezembro do ano passado.
A empresa informou que investiu cerca de R$ 70 milhões no empreendimento, sendo R$ 30 milhões já aplicado.
O espaço possui área construída de 19.600 m². O novo Centro de Fabricação conta inicialmente com 180 funcionários.
ESTRUTURA E HISTÓRICO DO PROJETO
O projeto de desenvolvimento e construção do Centro de Fabricações teve início em novembro de 2017. Na época, foi criada uma equipe multidisciplinar para planejar, projetar e executar o projeto. Nesse processo, 223 colaboradores participaram com sugestões, segundo a Marcopolo.
Em seguida, foi criada uma maquete, pelo método 3P, com um micro layout da planta e de seus 305 equipamentos. No dia 28 de fevereiro de 2018, teve início a execução da obra da nova planta, com conclusão da construção no final de dezembro. Foram realizados 11 kaizens (metodologia que permite baixar os custos e melhorar a produtividade) em 692 horas dos 75 colaboradores que formaram a equipe dedicada.
Confira o vídeo institucional de apresentação do projeto:
A Marcopolo informou ainda que o centro de fabricações está dividido entre as seguintes áreas:
  • Célula de corte a laser de tubos;
  • Célula de conformadoras de tubos;
  • Célula de corte a laser de chapas;
  • Célula de corte de puncionadeiras de chapas;
  • Célula de corte a plasma de chapas;
  • Centro automatizado de dobras de chapas;
  • Célula de guilhotinas;
  • Célula de prensas com área de ferramentaria com objetivo de manutenção preventiva e corretiva, tendo planejada a realização do preset;
  • Nova linha de tratamento superficial de alumínio e aço;
  • Linha de montagem de conjuntos de portas e aberturas laterais de alumínio;
  • Célula de fabricação de mecanismos diversos;
  • Células de montagem e solda.
INCÊNDIO
Um incêndio atingiu a unidade de plásticos da encarroçadora Marcopolo em 3 de setembro de 2017. Na ocasião, a fatalidade reduziu produção de ônibus em 40% no mês do ocorrido e um comitê de retomada foi criado.
Após o incêndio, a Marcopolo decidiu fazer um investimento além do dinheiro do seguro recebido e ampliou o prédio em aproximadamente 4 mil m² em relação à estrutura anterior.
Antes do ocorrido, o local era utilizado apenas para fabricação de plásticos. Depois de o local ser destruído pelas chamas, as peças injetadas, materiais plásticos e de acabamento passaram a ser produzidas em unidades da Marcopolo em Caxias do Sul, Rio de Janeiro e empresas parceiras, para que a produção pudesse continuar.
Segundo Matté, o local segue todas as normas de segurança exigidas atualmente e diversas precauções foram tomadas para que não ocorra um novo incidente.
“O local possui isolamento térmico para as pessoas, ventilação adequada, sistema de canalização de água, sistema de combate a incêndio e sistema de prevenção a incêncio localizado. Conseguimos fazer uma separação por área, para poder dividir na hora de desligar equipamentos, o que causa um impacto menor numa enventualidade”, disse o responsável pela manufatura da Marcopolo.
Jessica Marques 
Matéria: DIÁRIO DO TRANSPORTES
https://diariodotransporte.com.br/

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

HOJE 07 /02 CINCO ANOS SEM A SANTA CRUZ QUE FECHOU AS PORTAS, APÓS NÃO CONSEGUIR ENTRAR NA LICITAÇÃO QUE ATÉ HOJE NUNCA FOI ASSINADA

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Santa Cruz, empresa que deixou saudades





Nesta foto, observa-se alguns ônibus da Santa Cruz desativados e disponíveis para venda



Em 07 de fevereiro de 2014 foi uma data muito triste para o transporte pernambucano, sobretudo para a cidade de Jaboatão, pois uma das principais empresas de ônibus do município dava adeus aos usuários do transporte coletivo. Dessa forma, se despedia assim, para sempre, uma empresa de transporte que era a cara de Jaboatão e que durante décadas fez parte da história da cidade. As primeiras semanas de 2014 já prenunciavam as mudanças em termos de mobilidade que ocorreriam ao longo do ano, resultando assim na melhoria da qualidade de vida dos usuários do transporte público.









Garagem da empresa poucos dias antes de sua desativação



Apesar de a Santa Cruz ter deixado a desejar em alguns aspectos, creio que o povo jaboatonense vai sentir saudades dos seus ônibus antigos - porém bem conservados – datados do final dos anos 1990 e que eram mantidos em circulação até o último dia de operação da empresa. Foram muitos altos e baixos, até a decisão de seu proprietário de desistir da empresa e apostar em outra modalidade de negócios.


Dias antes, funcionários foram avisados de que seus empregos seriam preservados no processo de transição das linhas de ônibus da empresa que seriam repassadas às empresas substitutas e que tudo ocorreria dentro da normalidade. As empresas Vera Cruz, Metropolitana e Borborema terminaram assumindo suas linhas.



O ambiente na garagem era de tristeza, mas também de incertezas, pois não se sabia como seria o destino dali em diante sem uma empresa tradicional como a Santa Cruz, que carrega tanta história atrelada a fatos interessantes no seu histórico. O clima de despedida da Santa Cruz deixou tristes também muitos jaboatanenses, afinal, em cinco décadas de história foi criado um forte vínculo com a população local.






ASSISTA A ESTE VÍDEO QUE FIZEMOS EM HOMENAGEM À ANTIGA SANTA CRUZ:














Para muitos, era até difícil de acreditar que, depois de tantas dificuldades superadas, esta empresa de ônibus deixaria definitivamente de existir. Tudo por não se enquadrar nas novas regras estabelecidas na licitação do transporte público que passou a vigorar em 2014. 
Não há muitas informações, mas alguns Busólogos afirmam que o proprietário da antiga Santa Cruz resolveu apostar em outra atividade de negócios, voltada para o ramo de caminhões.

Galeria com algumas fotos de Busólogos pesquisadas na web:
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Fonte: Ponto de Ônibus

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

CANCELADA LICITAÇÃO EM SAO PAULO


Justiça suspende licitação dos ônibus de São Paulo


Foto: Adamo Bazani
TJ atende ação de empresa que contesta editais
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
O desembargador Borelli Thomaz, da 13ª Câmara de Direito Público do TJ suspendeu a licitação dos ônibus de São Paulo no início da noite desta terça-feira, 22 de janeiro de 2019.
A decisão atende ação da empresa Costa Atlântica, que contesta pontos dos editais, como remuneração e dimensionamento do sistema.
Em seu despacho, o desembargador contesta a decisão anterior que negou o pedido da empresa, com sede em Itapetininga, no interior paulista.
Confira a decisão, na íntegra:
DECISÃO.AGRAVO-1DECISÃO.AGRAVO-2DECISÃO.AGRAVO-3
Anteriormente, o juiz Sergio Serrano Nunes Filho, da 1ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, havia negado a suspensão imediata da licitação dos ônibus da capital paulista, pedida por uma das ações contra a concorrência.
Como mostrou o Diário do Transporte na manhã desta terça-feira, a empresa criticou a atuação das atuais viações e comparou o sistema com um cartel.
Fonte : Diário do TranapoTra/ Adamo Bazanni.
https://diariodotransporte.com.br/

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

CAIO INDUSCAR LIDER ABSOLUTA EM 2018 COM 61% do MERCADO




Caio contrata 842 funcionários em 2018 e Apache Vip alcança 61% da produção da encarroçadora



Segundo a Caio, modelo tem baixo custo de manutenção. Foto: Igor Felipe/Jailson Silva
Fabricante espera crescimento em 2019 e diz que até novembro, reuniu 46% do mercado de urbanos


Reportagem:
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
A encarroçadora de ônibus Caio, de Botucatu, no interior paulista, foi uma das que se aproveitaram dos sinais de recuperação econômica neste ano.
Em comunicado à imprensa especializada, como a Revista do Ônibus Magazine PE, nesta quinta-feira, 27 de dezembro de 2018, a fabricante informou que neste ano, devido ao crescimento de produção e das vendas, contratou “842 colaboradores que, somados a outras empresas do Grupo, resultaram em 1.285 novos empregos gerados.”
A companhia ainda diz que manteve a liderança no segmento de ônibus urbanos, no qual, afirma deter 46% de participação.
O destaque é o modelo para chassis de motor dianteiro Apache Vip, que está em sua quarta geração. A carroceria, em diferentes versões, representa 61% das vendas da empresa, como diz o comunicado.
“O modelo mais comercializado pela Caio, o urbano Apache Vip, está em sua quarta geração e mesmo após quase 20 anos de sua primeira versão, continua se destacando pelo design, robustez e baixo custo de manutenção, obtendo excelente aceitação pelo mercado. Atualmente, o Apache Vip representa 61% de vendas em relação ao nosso portfólio de urbanos.”
Para segmentos de urbanos que exigem maior sofisticação, como motor traseiro e do tipo padron, a Caio têm à disposição a linha Millennium, também disponível na versão BRT (alimentador, articulado e superarticulado).
O Caio Millennium também é oferecido na versão elétrica, com baterias que possuem autonomia de 250 quilômetros por recarga e suspensão pneumática integral. Segundo a fabricante, o sistema de rebaixamento bilateral, chamado ECAS, possibilita o ajoelhamento da suspensão, “resultando em mais conforto e segurança no acesso dos passageiros ao ônibus”.
A marca também aponta como outro sucesso de vendas o micro F2400, que foi lançado no início do segundo semestre de 2017. O modelo é oferecido nas versões urbano, rural e executivo.
“O veículo foi projetado com o objetivo de facilitar a manutenção e reposição de itens. Em todas as versões, o design arrojado e moderno, com formas arredondadas e aerodinâmicas da dianteira e traseira, confere ao F2400 a imponência e força características dos produtos da marca Caio.”
O F2400 também é utilizado com a finalidade escolar. No início de dezembro deste ano, foram entregues 102 unidades do ORE2, para atender a municípios do estado de São Paulo.
O modelo, que tem capacidade para transportar 44 estudantes sentados mais o motorista, é equipado com eixo blocante, ângulos de entrada e saída maiores, pneus mistos facilitando o acesso a zonas rurais, além de possuir DPM (Dispositivo de Poltrona Móvel), que permite o transporte de até duas pessoas com deficiência, de acordo com a Caio.
No balanço apresentado nesta quinta-feira, a Caio informou que uma das grandes vendas ao mercado externo em 2018, foi realizada no início do mês de agosto, quando foram entregues mais de 500 ônibus urbanos para a Nigéria, com chassis Mercedes-Benz.
Além de atender ao mercado nacional, a Caio está presente em mais de 50 países, com destaque para os da América Latina, Ásia, África, além dos Estados Unidos.
Jessica Marques 
DIÁRIO DO TRANSPORTES
https://diariodotransporte.com.br/