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quarta-feira, 13 de março de 2019

SCANIA VAI DE CAIO NO SEU BI ARTICULADO

Scania e Viação Cidade Sorriso apresentam seis novos ônibus biarticulados inéditos em Curitiba

O modelo foi testado por aproximadamente um ano. Foto: Adamo Bazani.
Modelo foi testado por aproximadamente um ano; redução de custos de aquisição e operacionais estão entre os destaques
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
A Viação Cidade Sorriso, operadora do sistema municipal de Curitiba, e o prefeito Rafael Greca apresentaram na manhã desta quarta-feira, 13 de março de 2019, em frente à Câmara Municipal, seis novos ônibus biarticulados para o sistema. Os veículos são inéditos, da marca Scania, para a cidade.
O modelo foi testado por aproximadamente um ano. Um dos destaques do veículo é a redução de custos, como disse o próprio prefeito Rafael Greca.
Alguns detalhes, como a divisória de vidro atrás do motorista, foram retirados, reduzindo assim o preço de aquisição.
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Veículos foram apresentados na manhã desta quarta-feira. Foto: Adamo Bazani.
De acordo com o presidente da Viação Cidade Sorriso, integrante do Consórcio Pioneiro e presidente do Setransp, sindicato que reúne as companhias de ônibus da cidade e da Região Metropolitana, Maurício Gulin, as soluções em engenharia desenvolvidas pela Scania, encarroçadora Caio, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A), gerenciadora do sistema e também com a participação das companhias de transporte, fizeram por exemplo com que o veículo tivesse uma tonelada a menos em comparação aos modelos da concorrente Volvo.
Maurício Gulin disse que a aquisição dos ônibus é fruto de uma concorrência em um mercado que até então era dominado exclusivamente pela Volvo.
O interior do veículo é simples. Não há ar-condicionado, os elementos e os materiais são de acabamento simplificado, como os bancos, que tradicionalmente em Curitiba não possuem os assentos conforme outros sistemas, como da cidade de São Paulo.
“Este modelo alia conforto para o passageiro e rentabilidade para o operador. Estamos muito felizes com essa parceria em Curitiba”, afirmou o diretor do segmento de ônibus da Scania, Silvio Munhoz.
O ÔNIBUS
O biarticulado Scania F 360 HA 8×2 tem motor dianteiro de 360 cavalos de potência e 1850 Nm de torque, segundo a montadora, o maior da categoria.
As unidades vendidas para a Viação Cidade Sorriso seguem o padrão da Urbs, gestora do sistema municipal.
A posição das portas na carroceria, que é fabricada pela Caio, foi determinada para se adequar às estações-tubo do sistema da capital paranaense.
O comprimento total é de 27 metros e o PBT – Peso Bruto Total é de 43,5 toneladas, também a maior do mercado de urbanos, segundo a Scania.
O câmbio é automático do modelo B 516R de seis marchas da Allison que, segundo a Scania, é programado para reduzir a carga do motor quando o veículo estiver parado e com as trocas sendo realizadas pelo sistema nos momentos ideias permite redução do consumo de combustível e velocidades maiores médias com tempo menor de percurso.
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Ônibus tradicionalmente em Curitiba não possuem os assentos. Foto: Adamo Bazani.
A suspensão é a ar com quatro bolsões nos eixos traseiros, freios a tambor, com um sistema chamado EBS que pode diminuir o tempo e a distância de frenagem, ainda segundo a Scania, além de sistema ABS, controle de tração e freio auxiliar retarder.
A LINHA
Os ônibus biarticulados Scania comprados pela Viação Cidade Sorriso vão circular na linha Santa Cândida-Capão Raso, do eixo Norte-Sul.
A demanda diária da linha é de 90 mil passageiros por dia, com perfil diversificado, mas com a maioria sendo formada por estudantes e trabalhadores.
Cada ônibus biarticulado deve operar 10 horas por dia, atingindo uma média de 5,5 mil kms percorridos.
GESTÃO DE FROTA
A Viação Cidade Sorriso, do Grupo Gulin, também contratou o pacote de serviços de gestão e monitoramento de frota chamado PMS Fleet Care, lançado pela Scania em outubro de 2018.
É a primeira empresa de ônibus urbanos a contratar o pacote com a compra de veículos.
Os serviços vão ser prestados pela concessionária Scania, no Paraná, Cotrasa.
O pacote consiste na instituição de um gestor coordenado pela concessionária que vai acompanhar os tempos necessários de manutenção e paradas, o desempenho dos veículos e dos motoristas por meio do sistema de telemetria da Scania.
Este gestor de frota vai ser designado pela própria concessionária sob responsabilidade da fabricante.
O Fleet Care, de acordo com a montadora, tem cinco pilares:
1) O próprio gestor que vai dar todo o apoio à empresa de ônibus.
2) O planejamento de serviços para que os cronogramas de manutenção sejam adaptados à realidade específica da empresa e de cada linha. As condições operacionais entre diferentes linhas podem variar muito numa mesma empresa de ônibus.
3) Monitoramento da “saúde” da frota, conservação, e sinais de defeitos que podem ser corrigidos antes que os problemas se agravem. Este acompanhamento é possível pela ferramenta Scania Fleet Monitoring que reúne todas as informações de cada veículo.
4) Acompanhamento de cada motorista para detectar o estilo de direção. Assim, o sistema tecnológico aponta como cada motorista está se portando, monitorando freadas, acelerações, inclinações devido à velocidade nas curvas, entre outros aspectos. Este diagnóstico pode permitir treinamentos de motoristas de forma mais adequada à realidade da empresa de ônibus.
5) Maior relacionamento com as concessionárias da Scania, podendo até mesmo haver oficinas da marca dentro da garagem.
A empresa também pode, pelo pacote de serviços, optar pela garantia de disponibilidade. Assim, a Scania promete 100% de disponibilidade de uma equipe em determinado período do dia, como de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, por exemplo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Jessica Marques para o Diário do Transporte
https://diariodotransporte.com.br/
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pesquisa: Blog Grande Recife mobilidade Pernambuco

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

BYD AGORA COM CHASSIS PISO ALTO UMA NOVIDADE 2019

BYD apresentou na Lat. Bus Transpúblico 2018 seu novo ônibus elétrico de piso alto com carroceria CAIO Induscar Millenium


A BYD, líder global de vendas de ônibus elétricos, apresentou na Lat. Bus Transpúblico 2018, que aconteceu no período de 31/07 a 02/08, em São Paulo (SP), mais uma novidade da marca para o mercado Brasileiro, o ônibus Padron D9A com carroceria CAIO Induscar.



O chassis 100% elétrico, desenvolvido para aplicação urbana e rodoviária para carrocerias com até 13,2 metros de comprimento modelo piso alto, possui suspensão pneumática dianteira e traseira, o que proporciona maior conforto aos passageiros.
O motor BYD-2912TZ-XY está integrado em cada uma das rodas do eixo traseiro, contato com um módulo de controle eletrônico de tração. O chassi tubular não necessita alongamento para carrocerias até 13 metros e a estrutura é constituída por materiais de alta resistência a torção e flexão.
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O modelo possui também freios a disco regenerativos com sistema ABS nas rodas dianteiras e traseiras, proporcionando maior segurança e autonomia ao veículo. A suspensão pneumática integral garante conforto aos passageiros e ao motorista e a coluna de direção regulável permite a regulagem de acordo com as características de cada motorista, melhorando assim questões de ergonomia.
O conjunto de baterias fica abaixo do assoalho na versão de piso alto, isso permite com que haja maior espaço interno em relação ao modelo com piso baixo que tem parte das baterias na área traseira e no teto. Os motores acoplados às rodas têm uma potência de 150 kW, que nos dois eixos somam 300 kW.
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De acordo com o Vice-Presidente Sênior de Vendas de ônibus da BYD, Wilson Pereira, esta potência é bem significativa para um veículo urbano, mas o custo operacional é baixo. “Para se ter uma ideia, se formos fazer uma comparação, esta potência equivale a 420 cavalos de um ônibus a combustão, o que garante elevado desempenho operacional. Em rampas, por exemplo, os resultados são muito bons”. – garante. O tempo de recarga completa na garagem é de aproximadamente quatro horas e, em média, dependendo das condições operacionais, a autonomia das baterias é de em torno de 300 quilômetros.
O executivo ainda falou que a marca hoje tem oferecido o que chamou de “solução completa” na mobilidade elétrica por ônibus. A BYD também disponibiliza o ponto de recarga para cada ônibus e um pacote de aquisição de energia com custo prefixado que tem o kWh mais barato que para consumidores residenciais e até industriais.
Um pacote completo em estrutura de eletrificação A BYD proporciona aos seus clientes um pacote completo em estrutura de eletrificação, garantindo energia limpa, econômica e de fonte renovável.
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O modelo de negócio consiste na construção de uma usina solar para geração de energia limpa, que será enviada para a rede elétrica. Esta energia é direcionada para o cliente, que ao adquirir sua frota de veículos elétricos (ônibus, caminhões, automóveis e vans) ou soluções logísticas (empilhadeiras, paleteiras e rebocadores) poderá abastece-los por meio dos carregadores BYD, tendo um preço de energia menor do que o oferecido pelo mercado cativo. Com este valor de energia, o custo operacional dos veículos elétricos é reduzido drasticamente.
Redução de poluentes locais Os ônibus elétricos representam um grande instrumento para a redução de poluentes locais e de gases causadores do efeito estufa. Na média, cada ônibus elétrico em operação urbana reduz cerca de 1,8 toneladas de CO2 equivalentes, o que representa o plantio de mais de 11 árvores ao ano, além de evitar a emissão local de 118,814 kg de NOX e 1,152 kg de material particulado, os dois maiores vilões para a saúde pública. Esses valores se referem a comparação aos ônibus diesel novos, Euro 5, com rodagem média de 6.000kms/mês.
Materia: Portal do Ônibus
Jailson Silva( Blogueiro)



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Caio Induscar – tradição transformando o futuro


foto: divulgação

A marca Caio tem muito a comemorar. Já se passaram 72 anos desde os primeiros ônibus produzidos artesanalmente em 1946, com estrutura em madeira revestida de chapa, às mais modernas carrocerias compostas por estruturas leves e sólidas, e por itens de tecnologia embarcada inovadores. Uma história que acompanhou inúmeras crises político-econômicas, refletindo em fases mais difíceis, e momentos de grande crescimento do nosso país, que fomentaram o aumento da atuação da marca, não só no mercado nacional, como também na América Latina, Estados Unidos, Ásia, África e Oceania. Com abrangência global, atualmente a Caio está presente em mais de 50 países.
Em toda a sua trajetória, a tradicional marca é sinônimo de qualidade, solidez e durabilidade. A Caio Induscar é uma empresa 100% brasileira, que tem em seu DNA a paixão por produzir ônibus, refletida em números. Um exemplo disso é que fechou o ano de 2017, com cerca de 58% de share na venda de ônibus urbanos no Brasil, mantendo a liderança nesse segmento.
A conquista é resultado de fatores como a força de trabalho, um portfólio completo de soluções, parcerias com fornecedores e clientes, gestão forte e foco na antecipação de tendências e necessidades do mercado.
Os colaboradores são o maior ativo da Caio Induscar, profissionais engajados na busca por conhecimento. O resultado desse comprometimento é a qualidade dos produtos oferecidos, que contam com design moderno, conforto e segurança. São resistentes e demandam baixo custo de manutenção.
A tradição da marca é estar sempre na vanguarda, lançando produtos inovadores que vão além do transporte coletivo de passageiros e que contribuem de fato com a evolução da mobilidade urbana.
BRTO portfólio de produtos abrange modelos de ônibus rodoviários, urbanos (padrón e articulados), mídis, micros e minis. O Apache VIP, modelo urbano recorde de vendas no país, é um dos maiores exemplos de eficiência operacional e facilidade de manutenção. Também faz parte do portfólio da marca, o Millennium BRT articulado, com até 23 metros de comprimento e lotação média de 176 passageiros, atendendo à demanda de grandes centros urbanos.
A inovação da marca também pode ser comprovada em veículos especiais, com o conceito de sustentabilidade, produzidos com empresas parceiras para a utilização em sistema trólebus, que possuem baterias que garantem autonomia de até 7 km sem estarem conectados à rede elétrica, veículos híbridos e também os 100% elétricos, com baixa e zero emissão de poluentes, respectivamente.
Assim, a busca por inovação é constante. São realizados estudos específicos, como o de aplicação de materiais mais leves e duráveis, sem perder a robustez da estrutura. Também aplicadas pesquisas técnicas e com clientes finais, para identificar outras possíveis oportunidades de melhorias. Os produtos Caio são aprovados por meio de cálculos estruturais e testes de resistência.
Prezar pela qualidade de seus produtos e processos é compromisso perene da marca, que foi a primeira fabricante de carrocerias do Brasil a conquistar o certificado ISO 9001, que se mantém até os dias atuais.
A satisfação dos clientes é um compromisso constante da Caio, que combina produtos, atendimento e serviços de qualidade. A fabricante de ônibus possui uma equipe de representantes de vendas com vasta experiência e know how, conectada com o mercado e os clientes.
A assistência técnica oferecida, presta serviços ágeis e de excelência. Para isso, os técnicos realizam atendimento personalizado, além de ministrarem treinamentos a operadores de transporte.
Os clientes contam, também, com o serviço de reposição de peças, que possui uma equipe eficiente e rápida para atender às suas necessidades. Completo, o serviço engloba rede de representantes em vários pontos do país.
Outros pontos fortes da empresa, características do Grupo que assumiu a marca em 2001, são a preocupação em manter os compromissos com seus clientes e entender o seu negócio, por serem também operadores de ônibus. Sob a atual gestão, a Caio produziu, no período de 2001 a 2017, cerca de 120 mil carrocerias, na sua maioria voltadas para o segmento urbano.
A evolução faz parte da história da Caio, que atualmente possui capacidade instalada de produção de 40 unidades por dia, na Planta de Botucatu, e 12 unidades por dia na Planta de Barra Bonita.
A empresa faz parte do Grupo Caio, formado por fabricantes de peças em fibras, peças de plásticos automotivas, vidros temperados, processamento e distribuição de alumínio, além de operadoras de transporte público por ônibus e concessionárias. Atualmente as unidades fabris do Grupo Caio ocupam quase 250 mil metros quadrados de área construída, e sua força de trabalho é composta por cerca de 3.836 colaboradores.
Alguns acionistas do Grupo adquiriram recentemente ativos da Busscar, marca de carrocerias de ônibus, com histórico de excelência em produtos rodoviários, e a estão trazendo de volta ao mercado.
A trajetória da Caio também foi marcada por grandes desafios gerados por crises político-econômicas de nosso país, sendo a mais recente iniciada em 2015. O momento crítico exigiu a tomada de várias medidas, como a adequação da produção e estratégias para manter a empresa saudável e grande parte de seus colaboradores em atividade.
Para 2018, a palavra é esperança. De que o país volte a crescer, gerando oportunidades de crescimento para todos os segmentos, inclusive o de transporte. Uma maior realidade tarifária no setor de transporte de passageiros, apontam para um crescimento gradativo das vendas a partir deste ano.
A Caio Induscar iniciou 2018 com novos pedidos e está com sua força de trabalho operando para atender à demanda. A empresa acredita que a forte crise que afetou os setores automotivo e de transporte, está ficando para trás. Por isso, a Caio, marca que melhor alia tradição, tecnologia e qualidade, está de olho no futuro.
fonte: Diário do Transporte

domingo, 8 de outubro de 2017

Representantes da nova Busscar se reúnem com Governo do Estado de Santa Catarina para acertarem reativação total da fábrica em Joinville





Imagem de 2013, com ônibus inacabados na empresa, ainda na gestão da família Nielson

Conforme antecipou o Diário do Transporte,já existem funcionários trabalhando para preparar a produção, que deve começar no primeiro semestre de 2018
ADAMO BAZANI
Representantes da Nova Busscar se reuniram com governo do Estado de Santa Catarina para acertar os detalhes da reabertura definitiva da fábrica de carrocerias, que estava sem produção desde 2013, por causa de falência decretada pela Justiça, ainda na gestão empresarial da família fundadora, Nielson.
Investidores e advogados da Carbuss, empresa criada para a compra e uso da marca Busscar, discutiram o início da produção com o secretário-ajunto da Secretaria da Fazenda de Santa Cataria, Rodrigo Prisco Paraíso, e com o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado de Santa Catarina, Carlos Chiodini.
O encontro, que ocorreu na última quarta-feira, 04, foi confirmado pelo Governo do Estado de Santa Catarina.
No dia 21 de março de 2017, o juiz da 5ª Vara cível de Joinville, Valter Santin Júnior, aprovou em sentença definitiva a compra da Busscar por um grupo de investidores por R$ 67,15 milhões, após três tentativas de leilão que não terminaram vazias. Entre estes investidores estão sócios da Caio Induscar, empresa que tem a liderança no segmento de ônibus urbanos, mas pouca expressividade no mercado de rodoviários.
A previsão de início da produção da Nova Busscar está mantida para o primeiro semestre de 2018.
As contratações na nova Busscar continuam. Já são cerca de 80 profissionais atuando na manutenção predial e de equipamentos e também nos setores de engenharia e desenvolvimento de produtos. As vagas para a linha de produção ainda serão abertas.
Também esteve na reunião um dos donos da Exit Comunicação, agência responsável pela análise de mercado e projeto de atuação da nova Busscar, Paulino Duarte.
Em entrevista ao Diário do Transporte em outubro, durante a feira de mobilidade Transpúblico, que ocorreu na Capital Paulista, o diretor-industrial da Busscar, Maurício Lourenço da Cunha, disse que a empresa terá novos modelos de ônibus rodoviários, sem, no entanto, romper com as principais características de design da marca. Na ocasião, eram 55 empregados trabalhando na planta de Joinville. Relembre:
Quem tiver interesse em trabalhar na empresa deve enviar currículo para este e-mail: curriculos@novabusscar.com.br
Já foram mais de 10 mil currículos cadastrados. A preferência na contratação será para ex-funcionários da Busscar.

Diplomata 380, ainda com a marca Nielson, um dos ônibus mais requintados dos anos 1980
BREVE HISTÓRICO:
A Busscar foi fundada oficialmente como Nielson no dia 17 de setembro de 1946, com iniciativa de Augusto e Eugênio Nielson que começaram uma pequena oficina em Joinville, atuando na construção de móveis e utensílios e fazendo reparos em carrocerias de caminhões e cabines. Em 1948, a Nielson fez seu primeiro veículo de transporte coletivo, uma jardineira – ônibus simples feito de madeira. O veículo da Nielson foi uma encomenda da empresa Abílio & Bello Cia Ltda, que fazia a linha Joinville – Guaratuba, em Santa Catarina.
Foi na época do surgimento empreendimento dos Nielson, que o Brasil começava assistir mais intensamente o crescimento das cidades e também das relações comerciais entre as diferentes localidades. Tudo isso demandava uma maior oferta de transportes. Assim muitos empreendedores compravam chassis de caminhão, como da Ford e da GM, e precisavam transformá-los em ônibus para enfrentar as difíceis estadas de terra e verdadeiros atoleiros. Nesta época, a Nielson & Cia Ltda. tinha o comando do patriarca da família, Bruno, e do filho Harold.
Em 1958, um dos marcos para a Nielson foi o projeto de estrutura metálica para os ônibus.
No início dos anos de 1960, ganhavam as estradas os modelos Diplomata, carroceria de dois níveis que lembravam os Flxibles norte-americanos que, quando foram importados pela Expresso Brasileiro Viação Ltda eram chamados de Diplomata. A Nielson então conquistava definitivamente o mercado.
Nos anos de 1980, Nielson cresce mais e no segmento de rodoviário travava disputa acirrada com a Marcopolo e no segmento urbanos, a briga era com a Caio, praticamente de igual para igual.
A linha Diplomata tinha recebido novas versões e o Urbanuss ganhava atenção dos frotistas.
Por uma estratégia de negócios, a Nielson mudou a marca para Busscar. Inicialmete a marca foi conhecida como Busscar-Nielson. Surgiram os rodoviários El Buss e Jum Buss  e os urbanos da linha Urbanuss.
Em 2002, a Busscar começa enfrentar dificuldades financeiras. A família Nielson alegava problemas motivados pela variação cambial e também dificuldades de créditos, mas já havia também erros administrativos internos. O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social chegou a realizar empréstimos para empresa, que não foram plenamente honrados. A recuperação não foi plena, havendo novamente outro problema financeiro em 2004. A última crise da Busscar começou em 2008, quando a empresa começou a atrasar salários.
Em 2007, a encarroçadora de ônibus Caio, do Estado de São Paulo, já havia procurado sócios da Busscar para uma fusão. As negociações não avançaram.
Em janeiro de 2010, a Busscar criou um programa de demissões voluntárias para redução de custos. Ainda em crise, a empresa atrasou salários e benefícios, o que motivou uma greve em 15 de abril de 2010.
Em setembro de 2011, antes mesmo da falência da Busscar, sócios da Caio já tinham confirmado interesse na encarroçadora de Joinville. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2011/09/28/busscar-caio-fala-em-primeira-mao-com-blog-ponto-de-onibus/
Em outubro daquele ano, porém, a Justiça indeferiu a proposta dos sócios da Caio que previa pagamento de R$ 40 milhões pelo complexo.
Para saldar dívidas, os primeiros bens da Busscar foram leiloados em setembro de 2011. A expectativa era arrecadar R$ 1,5 milhão, mas só foi possível conseguir R$ 21 mil.
No dia 3 de novembro de 2011, o juiz Maurício Cavallazi Povoas, da 5ª Vara Cível de Joinville,  aceitou o pedido de recuperação judicial feito pela Busscar. No dia 31 de dezembro de 2011, a empresa apresentou o plano.
No entanto, não houve os resultados esperados e o plano não se mostrou viável. Em junho de 2012, a Justiça determinou que fosse apresentado um novo plano.
Depois de uma dívida que se aproximou de R$ 2 bilhões, contando juros, impostos e débitos com fornecedores, trabalhadores e bancos, a empresa teve a falência decretada em 27 de setembro de 2012 pelo juiz Maurício Cavalazzi Povoas. A decisão, no entanto, foi anulada em 27 de novembro de 2013, após recursos judiciais. No entanto, os recursos caíram em 5 de dezembro de 2013. A família Nielson chegou a apresentar um novo pedido de recuperação judicial, mas o juiz Luis Felipe Canever, de Santa Catarina, após negativa por parte dos credores, decretou no dia 30 de setembro de 2014, nova falência da encarroçadora de ônibus Busscar, que já foi uma das maiores do Brasil.
Os negócios continuam na América Latina com a atuação em parceira de outros grupos, com destaque para as operações na Colômbia.
A Busscar Colômbia foi formalizada no ano de 2002 sendo fruto de uma aliança entre a indústria local Carrocerías de Occidente, empresa fundada em 1995, e a Busscar Ônibus do Brasil, fundada pela família Nielson em 17 de setembro de 1946.
Em 15 de fevereiro de 2012 foi anunciada a criação de uma joint venture formada pelos acionistas das duas gigantes da produção de carrocerias de ônibus: Caio e Marcopolo.
A parceria envolve a Twice Investimentos e Participações, integrada por acionistas da Caio Induscar, e a controlada da Marcopolo, Syncropats Comércio de Distribuição de Peças Ltda.
As empresas propuseram em fevereiro de 2013, à Quinta Vara Cível de Joinville, que cuidava do processo de falência da Busscar, o aluguel/arrendamento do Parque Fabril da companhia.
Para isso, pagariam um valor de R$ 300 mil por mês. – Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2013/02/28/caio-e-marcopolo-querem-alugar-a-busscar/
Foram várias tentativas de leilão da Busscar, três somente em 2016. Todas esvaziadas. A cada uma delas, o valor caía.
– Primeira tentativa: 15 de março de 2016, as três unidades fabris (Unidade Joinville SC – Fábrica de Carrocerias / Unidade Pirabeiraba – Joinville SC – Fábrica de Peças / Unidade Rio Negrinho SC – Fábrica de Peças)  custariam R$ 369.305.922,65 (trezentos e sessenta e nove milhões, trezentos e cinco mil, novecentos e vinte e dois reais e sessenta e cinco centavos)
– Segunda tentativa: 29 de março de 2016.  O valor seria de R$ 221,5 milhões (incluindo ativos reivindicados na Justiça, e incertos) ou, na prática, R$ 176,5 milhões (descontados os ativos) por todas as empresas do grupo. – 60% do valor do primeiro leilão
– Terceira Tentativa: No dia 8 de julho, terminou sem lance o terceiro leilão da empresa. Seria aceita oferta de quantia igual ou superior a 49% do valor da avaliação- do primeiro leilão.  R$ 133.151.088,11. Também sem propostas.
No final de outubro de 2016, foi apresentada uma proposta de compra por R$ 67,15 milhões por um grupo de investidores com o objetivo de retomar as produções em meados de 2017.
Em dezembro do mesmo ano, foi liberado um lote de R$ 18 milhões para saldar parte das dívidas trabalhistas.
Também em dezembro de 2016, dois grupos internacionais, o português a Imparável Epopeia UniPessoal Ltda e o chinês Liaoyuan Group demonstraram interesse na compra da Busscar.
Em 07 de janeiro de 2017 terminou o prazo para as empresas estrangeiras apresentarem a documentação exigida.
A proposta ficou somente pelo grupo da Caio. No dia 08 de janeiro, advogado da Caio esteve em Joinville e confirmou valor proposto de R$ 67,15 milhões.
Em 21 de março de 2017, o juiz da 5ª Vara cível de Joinville, Valter Santin Júnior, aprovou em sentença definitiva a compra da Busscar por sócios da Caio, encarroçadora de ônibus de Botucatu/SP, que tem como principal sócio o Grupo Ruas, de empresas de ônibus de São Paulo. O valor da compro foi de R$ 67,15 milhões. O montante foi dividido em um sinal de R$ 9,4 milhões e mais 50 parcelas do restantepelos próximos quatro anos, compreende as unidades da Busscar em Joinville, Pirabeiraba e Rio Negrinho, assim como seus terrenos, edificações, maquinário e móveis, além da maca. As parcelas terão correção monetária.
No dia 22 de março de 2017, os sócio-diretores da Caio/Induscar Marcelo Ruas e Maurício Lourenço da Cunha foram à Joinville, em Santa Catarina e assinaram o documento de compra da Busscar, na 5ª Vara Cível na cidade.
Em 28 de março de 2017, a assessoria de comunicação da Caio informou, em primeira mão ao Diário do Transporte, que na compra também envolveu a marca Busscar.
No dia 29 de março de 2017, o Sindicato dos Mecânicos de Joinville decide não impugnar a venda. Mesmo o valor de R$ 67,15 milhões sendo bem abaixo que os débitos trabalhistas de R$ 250 milhões, a entidade disse acreditar ser a solução mais concreta de um problema que se arrasta há anos. Um eventual outro comprador, por exemplo, poderia não produzir mais ônibus, usando os imóveis para outros fins.
Em 12 de junho de 2017, os sócios da Caio assumem formalmente a massa falida da Busscar.
A nova administração da empresa lançou no ar um site para cadastramento de currículos para iniciar um processo de contratação.
Em 04 de julho de 2017, entrevista publicada no site Diário do Transporte, o diretor Industrial da Caio Induscar e um dos investidores da Busscar, Maurício Lourenço da Cunha, diz que Caio e Busscar poderão atuar em sinergia, trocando informações, conhecimentos, estruturas de distribuição e tecnologia, no mercado de transportes.
Em 30 de agosto de 2017, o diretor Industrial da Caio Induscar e um dos investidores da Busscar, Maurício Lourenço da Cunha, voltou a falar com o Diário do Transporte e revelou que a empresa já tinha 55 funcionários trabalhando, entre os quais, engenheiros para elaborar novos produtos.
Em 04 de outubro de 2017, representantes da Carbuss, empresa criada para a operar a Busscar e a marca, se reuniram com o secretário-ajunto da Secretaria da Fazenda de Santa Cataria, Rodrigo Prisco Paraíso, secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado de Santa Catarina, Carlos Chiodini, com o objetivo de acertar os detalhes da reabertura da fábrica. Também esteve no encontro, um dos donos da Exit Comunicação, agência responsável pela análise de mercado e projeto de atuação da nova Busscar, Paulino Duarte.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes