quarta-feira, 13 de março de 2019

SCANIA VAI DE CAIO NO SEU BI ARTICULADO

Scania e Viação Cidade Sorriso apresentam seis novos ônibus biarticulados inéditos em Curitiba

O modelo foi testado por aproximadamente um ano. Foto: Adamo Bazani.
Modelo foi testado por aproximadamente um ano; redução de custos de aquisição e operacionais estão entre os destaques
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
A Viação Cidade Sorriso, operadora do sistema municipal de Curitiba, e o prefeito Rafael Greca apresentaram na manhã desta quarta-feira, 13 de março de 2019, em frente à Câmara Municipal, seis novos ônibus biarticulados para o sistema. Os veículos são inéditos, da marca Scania, para a cidade.
O modelo foi testado por aproximadamente um ano. Um dos destaques do veículo é a redução de custos, como disse o próprio prefeito Rafael Greca.
Alguns detalhes, como a divisória de vidro atrás do motorista, foram retirados, reduzindo assim o preço de aquisição.
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Veículos foram apresentados na manhã desta quarta-feira. Foto: Adamo Bazani.
De acordo com o presidente da Viação Cidade Sorriso, integrante do Consórcio Pioneiro e presidente do Setransp, sindicato que reúne as companhias de ônibus da cidade e da Região Metropolitana, Maurício Gulin, as soluções em engenharia desenvolvidas pela Scania, encarroçadora Caio, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A), gerenciadora do sistema e também com a participação das companhias de transporte, fizeram por exemplo com que o veículo tivesse uma tonelada a menos em comparação aos modelos da concorrente Volvo.
Maurício Gulin disse que a aquisição dos ônibus é fruto de uma concorrência em um mercado que até então era dominado exclusivamente pela Volvo.
O interior do veículo é simples. Não há ar-condicionado, os elementos e os materiais são de acabamento simplificado, como os bancos, que tradicionalmente em Curitiba não possuem os assentos conforme outros sistemas, como da cidade de São Paulo.
“Este modelo alia conforto para o passageiro e rentabilidade para o operador. Estamos muito felizes com essa parceria em Curitiba”, afirmou o diretor do segmento de ônibus da Scania, Silvio Munhoz.
O ÔNIBUS
O biarticulado Scania F 360 HA 8×2 tem motor dianteiro de 360 cavalos de potência e 1850 Nm de torque, segundo a montadora, o maior da categoria.
As unidades vendidas para a Viação Cidade Sorriso seguem o padrão da Urbs, gestora do sistema municipal.
A posição das portas na carroceria, que é fabricada pela Caio, foi determinada para se adequar às estações-tubo do sistema da capital paranaense.
O comprimento total é de 27 metros e o PBT – Peso Bruto Total é de 43,5 toneladas, também a maior do mercado de urbanos, segundo a Scania.
O câmbio é automático do modelo B 516R de seis marchas da Allison que, segundo a Scania, é programado para reduzir a carga do motor quando o veículo estiver parado e com as trocas sendo realizadas pelo sistema nos momentos ideias permite redução do consumo de combustível e velocidades maiores médias com tempo menor de percurso.
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Ônibus tradicionalmente em Curitiba não possuem os assentos. Foto: Adamo Bazani.
A suspensão é a ar com quatro bolsões nos eixos traseiros, freios a tambor, com um sistema chamado EBS que pode diminuir o tempo e a distância de frenagem, ainda segundo a Scania, além de sistema ABS, controle de tração e freio auxiliar retarder.
A LINHA
Os ônibus biarticulados Scania comprados pela Viação Cidade Sorriso vão circular na linha Santa Cândida-Capão Raso, do eixo Norte-Sul.
A demanda diária da linha é de 90 mil passageiros por dia, com perfil diversificado, mas com a maioria sendo formada por estudantes e trabalhadores.
Cada ônibus biarticulado deve operar 10 horas por dia, atingindo uma média de 5,5 mil kms percorridos.
GESTÃO DE FROTA
A Viação Cidade Sorriso, do Grupo Gulin, também contratou o pacote de serviços de gestão e monitoramento de frota chamado PMS Fleet Care, lançado pela Scania em outubro de 2018.
É a primeira empresa de ônibus urbanos a contratar o pacote com a compra de veículos.
Os serviços vão ser prestados pela concessionária Scania, no Paraná, Cotrasa.
O pacote consiste na instituição de um gestor coordenado pela concessionária que vai acompanhar os tempos necessários de manutenção e paradas, o desempenho dos veículos e dos motoristas por meio do sistema de telemetria da Scania.
Este gestor de frota vai ser designado pela própria concessionária sob responsabilidade da fabricante.
O Fleet Care, de acordo com a montadora, tem cinco pilares:
1) O próprio gestor que vai dar todo o apoio à empresa de ônibus.
2) O planejamento de serviços para que os cronogramas de manutenção sejam adaptados à realidade específica da empresa e de cada linha. As condições operacionais entre diferentes linhas podem variar muito numa mesma empresa de ônibus.
3) Monitoramento da “saúde” da frota, conservação, e sinais de defeitos que podem ser corrigidos antes que os problemas se agravem. Este acompanhamento é possível pela ferramenta Scania Fleet Monitoring que reúne todas as informações de cada veículo.
4) Acompanhamento de cada motorista para detectar o estilo de direção. Assim, o sistema tecnológico aponta como cada motorista está se portando, monitorando freadas, acelerações, inclinações devido à velocidade nas curvas, entre outros aspectos. Este diagnóstico pode permitir treinamentos de motoristas de forma mais adequada à realidade da empresa de ônibus.
5) Maior relacionamento com as concessionárias da Scania, podendo até mesmo haver oficinas da marca dentro da garagem.
A empresa também pode, pelo pacote de serviços, optar pela garantia de disponibilidade. Assim, a Scania promete 100% de disponibilidade de uma equipe em determinado período do dia, como de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, por exemplo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Jessica Marques para o Diário do Transporte
https://diariodotransporte.com.br/
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segunda-feira, 11 de março de 2019

ÔNIBUS ELÉTRICO 100 % BRASILEIRO


Ônibus elétrico vai ter bateria pernambucana


O Grupo Moura vai fornecer as baterias de lítio que permitirão o funcionamento dos novos veículos com eletricidade

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O Grupo Moura, a Eletra e a empresa americana XALT Energy firmaram parceria para produção do primeiro ônibus 100% elétrico fabricado no Brasil, além de um novo modelo elétrico-híbrido. A união entre as empresas foi oficializada nesta quinta-feira (21/09) e prevê a apresentação dos novos modelos ao mercado até meados de 2019.
A parceria entre as três empresas marca o início das operações do Grupo Moura no mercado de baterias de lítio. Inicialmente a empresa importará as baterias fabricadas pela XALTP e fará uma “tropicalização” para o mercado sul americano e no futuro viabilizar a produção nacional assim que a demanda interna justificar os investimentos.
A Eletra já havia anunciado uma nova linha de equipamentos e componentes com tecnologia 100% nacional e novos ônibus elétricos e híbridos adaptados às condições brasileiras. A empresa também modernizou sua fábrica em São Bernardo do Campo para aumentar sua linha de produção e anunciou novidades para 2019.
Os ônibus com tecnologia elétrica representam a melhor proposta tecnológica para o transporte urbano e podem circular em diferentes configurações. No veículo elétrico puro, a energia para o sistema elétrico é proveniente de um avançado conjunto de baterias de lítio, interligadas em série e em paralelo. Já no modelo elétrico-híbrido, a energia vem também destas baterias e do grupo motor-gerador, que, somados ou individualmente, alimentam o sistema de tração. Nos dois modelos apenas o motor elétrico traciona o veículo. O elétrico-híbrido pode operar no modo elétrico puro (grupo motor-gerador desligado) por até 30 (quilômetros) km, por isto o modelo é chamado de Híbrido-Dual, tecnologia exclusiva da Eletra. Já o modelo elétrico puro apresenta autonomia de aproximadamente 200 km.
 Na versão híbrida o consumo de combustível também é menor: redução de 28%. Como elétrico puro ou trólebus, além da emissão zero, o consumo de energia é 38% menor pela eficiência da frenagem regenerativa – o sistema é conhecido como kers, sigla em inglês que identifica o sistema de recuperação de energia cinética. Quando o freio é acionado, o motor elétrico atua como um gerador e a energia que seria desperdiçada nas frenagens é reaproveitada e armazenada no banco de baterias.
Os grandes diferenciais da tecnologia desenvolvida pela Eletra é a padronização do sistema de tração elétrica dos modelos (híbridos e elétricos puro) e a flexibilidade para somar, isolar ou substituir fontes de energia distintas no mesmo ônibus, permitindo que um único ônibus elétrico possa operar e se ajustar as condições disponíveis de matriz energética.
fonte: Future Transportes

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

MARCOPOLO E SUA NOVA FABRICA NO RIO GRANDE DO SUL


Marcopolo prevê funcionamento pleno para novo centro de fabricação até dezembro de 2019


Local receberá produção da fábrica do Planalto, da Neobus e de equipamentos metálicos
JESSICA MARQUES
A encarroçadora de ônibus Marcopolo prevê o funcionamento pleno para o centro de fabricação até dezembro de 2019. As instalações foram apresentadas aos veículos de comunicação do setor, incluindo o Diário do Transporte, nesta terça-feira, 19 de fevereiro.
A encarroçadora de ônibus Marcopolo inaugurou a unidade em Ana Rech, Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em 7 de fevereiro de 2019.
Até o momento, o local está com a fabricação de produtos metálicos e, segundo o coordenador de manufatura André Luís Matté, até o fim deste ano o pavilhão receberá a produção que é realizada na unidade do bairro Planalto, que será completamente transferida, assim como a produção de ônibus da Neobus.
“Durante as férias coletivas, aproveitamos para transferir a primeira unidade para o novo centro de fabricação”, disse o executivo.
As atividades do bairro Planalto serão transferidas porque, segundo o executivo, os arredores tornaram-se estritamente residenciais e a movimentação de veículos para carga e descarga ficou mais difícil de ser feita.
As obras do novo centro de fabricação foram realizadas de 28 de fevereiro de 2018 a 28 de dezembro do ano passado.
A empresa informou que investiu cerca de R$ 70 milhões no empreendimento, sendo R$ 30 milhões já aplicado.
O espaço possui área construída de 19.600 m². O novo Centro de Fabricação conta inicialmente com 180 funcionários.
ESTRUTURA E HISTÓRICO DO PROJETO
O projeto de desenvolvimento e construção do Centro de Fabricações teve início em novembro de 2017. Na época, foi criada uma equipe multidisciplinar para planejar, projetar e executar o projeto. Nesse processo, 223 colaboradores participaram com sugestões, segundo a Marcopolo.
Em seguida, foi criada uma maquete, pelo método 3P, com um micro layout da planta e de seus 305 equipamentos. No dia 28 de fevereiro de 2018, teve início a execução da obra da nova planta, com conclusão da construção no final de dezembro. Foram realizados 11 kaizens (metodologia que permite baixar os custos e melhorar a produtividade) em 692 horas dos 75 colaboradores que formaram a equipe dedicada.
Confira o vídeo institucional de apresentação do projeto:
A Marcopolo informou ainda que o centro de fabricações está dividido entre as seguintes áreas:
  • Célula de corte a laser de tubos;
  • Célula de conformadoras de tubos;
  • Célula de corte a laser de chapas;
  • Célula de corte de puncionadeiras de chapas;
  • Célula de corte a plasma de chapas;
  • Centro automatizado de dobras de chapas;
  • Célula de guilhotinas;
  • Célula de prensas com área de ferramentaria com objetivo de manutenção preventiva e corretiva, tendo planejada a realização do preset;
  • Nova linha de tratamento superficial de alumínio e aço;
  • Linha de montagem de conjuntos de portas e aberturas laterais de alumínio;
  • Célula de fabricação de mecanismos diversos;
  • Células de montagem e solda.
INCÊNDIO
Um incêndio atingiu a unidade de plásticos da encarroçadora Marcopolo em 3 de setembro de 2017. Na ocasião, a fatalidade reduziu produção de ônibus em 40% no mês do ocorrido e um comitê de retomada foi criado.
Após o incêndio, a Marcopolo decidiu fazer um investimento além do dinheiro do seguro recebido e ampliou o prédio em aproximadamente 4 mil m² em relação à estrutura anterior.
Antes do ocorrido, o local era utilizado apenas para fabricação de plásticos. Depois de o local ser destruído pelas chamas, as peças injetadas, materiais plásticos e de acabamento passaram a ser produzidas em unidades da Marcopolo em Caxias do Sul, Rio de Janeiro e empresas parceiras, para que a produção pudesse continuar.
Segundo Matté, o local segue todas as normas de segurança exigidas atualmente e diversas precauções foram tomadas para que não ocorra um novo incidente.
“O local possui isolamento térmico para as pessoas, ventilação adequada, sistema de canalização de água, sistema de combate a incêndio e sistema de prevenção a incêncio localizado. Conseguimos fazer uma separação por área, para poder dividir na hora de desligar equipamentos, o que causa um impacto menor numa enventualidade”, disse o responsável pela manufatura da Marcopolo.
Jessica Marques 
Matéria: DIÁRIO DO TRANSPORTES
https://diariodotransporte.com.br/

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

HOJE 07 /02 CINCO ANOS SEM A SANTA CRUZ QUE FECHOU AS PORTAS, APÓS NÃO CONSEGUIR ENTRAR NA LICITAÇÃO QUE ATÉ HOJE NUNCA FOI ASSINADA

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Santa Cruz, empresa que deixou saudades





Nesta foto, observa-se alguns ônibus da Santa Cruz desativados e disponíveis para venda



Em 07 de fevereiro de 2014 foi uma data muito triste para o transporte pernambucano, sobretudo para a cidade de Jaboatão, pois uma das principais empresas de ônibus do município dava adeus aos usuários do transporte coletivo. Dessa forma, se despedia assim, para sempre, uma empresa de transporte que era a cara de Jaboatão e que durante décadas fez parte da história da cidade. As primeiras semanas de 2014 já prenunciavam as mudanças em termos de mobilidade que ocorreriam ao longo do ano, resultando assim na melhoria da qualidade de vida dos usuários do transporte público.









Garagem da empresa poucos dias antes de sua desativação



Apesar de a Santa Cruz ter deixado a desejar em alguns aspectos, creio que o povo jaboatonense vai sentir saudades dos seus ônibus antigos - porém bem conservados – datados do final dos anos 1990 e que eram mantidos em circulação até o último dia de operação da empresa. Foram muitos altos e baixos, até a decisão de seu proprietário de desistir da empresa e apostar em outra modalidade de negócios.


Dias antes, funcionários foram avisados de que seus empregos seriam preservados no processo de transição das linhas de ônibus da empresa que seriam repassadas às empresas substitutas e que tudo ocorreria dentro da normalidade. As empresas Vera Cruz, Metropolitana e Borborema terminaram assumindo suas linhas.



O ambiente na garagem era de tristeza, mas também de incertezas, pois não se sabia como seria o destino dali em diante sem uma empresa tradicional como a Santa Cruz, que carrega tanta história atrelada a fatos interessantes no seu histórico. O clima de despedida da Santa Cruz deixou tristes também muitos jaboatanenses, afinal, em cinco décadas de história foi criado um forte vínculo com a população local.






ASSISTA A ESTE VÍDEO QUE FIZEMOS EM HOMENAGEM À ANTIGA SANTA CRUZ:














Para muitos, era até difícil de acreditar que, depois de tantas dificuldades superadas, esta empresa de ônibus deixaria definitivamente de existir. Tudo por não se enquadrar nas novas regras estabelecidas na licitação do transporte público que passou a vigorar em 2014. 
Não há muitas informações, mas alguns Busólogos afirmam que o proprietário da antiga Santa Cruz resolveu apostar em outra atividade de negócios, voltada para o ramo de caminhões.

Galeria com algumas fotos de Busólogos pesquisadas na web:
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Fonte: Ponto de Ônibus

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

CANCELADA LICITAÇÃO EM SAO PAULO


Justiça suspende licitação dos ônibus de São Paulo


Foto: Adamo Bazani
TJ atende ação de empresa que contesta editais
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
O desembargador Borelli Thomaz, da 13ª Câmara de Direito Público do TJ suspendeu a licitação dos ônibus de São Paulo no início da noite desta terça-feira, 22 de janeiro de 2019.
A decisão atende ação da empresa Costa Atlântica, que contesta pontos dos editais, como remuneração e dimensionamento do sistema.
Em seu despacho, o desembargador contesta a decisão anterior que negou o pedido da empresa, com sede em Itapetininga, no interior paulista.
Confira a decisão, na íntegra:
DECISÃO.AGRAVO-1DECISÃO.AGRAVO-2DECISÃO.AGRAVO-3
Anteriormente, o juiz Sergio Serrano Nunes Filho, da 1ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, havia negado a suspensão imediata da licitação dos ônibus da capital paulista, pedida por uma das ações contra a concorrência.
Como mostrou o Diário do Transporte na manhã desta terça-feira, a empresa criticou a atuação das atuais viações e comparou o sistema com um cartel.
Fonte : Diário do TranapoTra/ Adamo Bazanni.
https://diariodotransporte.com.br/

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

CAIO INDUSCAR LIDER ABSOLUTA EM 2018 COM 61% do MERCADO




Caio contrata 842 funcionários em 2018 e Apache Vip alcança 61% da produção da encarroçadora



Segundo a Caio, modelo tem baixo custo de manutenção. Foto: Igor Felipe/Jailson Silva
Fabricante espera crescimento em 2019 e diz que até novembro, reuniu 46% do mercado de urbanos


Reportagem:
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
A encarroçadora de ônibus Caio, de Botucatu, no interior paulista, foi uma das que se aproveitaram dos sinais de recuperação econômica neste ano.
Em comunicado à imprensa especializada, como a Revista do Ônibus Magazine PE, nesta quinta-feira, 27 de dezembro de 2018, a fabricante informou que neste ano, devido ao crescimento de produção e das vendas, contratou “842 colaboradores que, somados a outras empresas do Grupo, resultaram em 1.285 novos empregos gerados.”
A companhia ainda diz que manteve a liderança no segmento de ônibus urbanos, no qual, afirma deter 46% de participação.
O destaque é o modelo para chassis de motor dianteiro Apache Vip, que está em sua quarta geração. A carroceria, em diferentes versões, representa 61% das vendas da empresa, como diz o comunicado.
“O modelo mais comercializado pela Caio, o urbano Apache Vip, está em sua quarta geração e mesmo após quase 20 anos de sua primeira versão, continua se destacando pelo design, robustez e baixo custo de manutenção, obtendo excelente aceitação pelo mercado. Atualmente, o Apache Vip representa 61% de vendas em relação ao nosso portfólio de urbanos.”
Para segmentos de urbanos que exigem maior sofisticação, como motor traseiro e do tipo padron, a Caio têm à disposição a linha Millennium, também disponível na versão BRT (alimentador, articulado e superarticulado).
O Caio Millennium também é oferecido na versão elétrica, com baterias que possuem autonomia de 250 quilômetros por recarga e suspensão pneumática integral. Segundo a fabricante, o sistema de rebaixamento bilateral, chamado ECAS, possibilita o ajoelhamento da suspensão, “resultando em mais conforto e segurança no acesso dos passageiros ao ônibus”.
A marca também aponta como outro sucesso de vendas o micro F2400, que foi lançado no início do segundo semestre de 2017. O modelo é oferecido nas versões urbano, rural e executivo.
“O veículo foi projetado com o objetivo de facilitar a manutenção e reposição de itens. Em todas as versões, o design arrojado e moderno, com formas arredondadas e aerodinâmicas da dianteira e traseira, confere ao F2400 a imponência e força características dos produtos da marca Caio.”
O F2400 também é utilizado com a finalidade escolar. No início de dezembro deste ano, foram entregues 102 unidades do ORE2, para atender a municípios do estado de São Paulo.
O modelo, que tem capacidade para transportar 44 estudantes sentados mais o motorista, é equipado com eixo blocante, ângulos de entrada e saída maiores, pneus mistos facilitando o acesso a zonas rurais, além de possuir DPM (Dispositivo de Poltrona Móvel), que permite o transporte de até duas pessoas com deficiência, de acordo com a Caio.
No balanço apresentado nesta quinta-feira, a Caio informou que uma das grandes vendas ao mercado externo em 2018, foi realizada no início do mês de agosto, quando foram entregues mais de 500 ônibus urbanos para a Nigéria, com chassis Mercedes-Benz.
Além de atender ao mercado nacional, a Caio está presente em mais de 50 países, com destaque para os da América Latina, Ásia, África, além dos Estados Unidos.
Jessica Marques 
DIÁRIO DO TRANSPORTES
https://diariodotransporte.com.br/

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

UBER VAI AOS POUCOS ATACANDO EM TODAS AS ÁREAS DE TRANSPORTES


Empresas de ônibus de São Paulo pedem à prefeitura que proíba as atividades do Uber compartilhado na cidade


Segundo viações, aplicativos compartilhados tiram passageiros dos ônibus, mas não têm obrigações como gratuidades, cumprimento de itinerários e horários e pagamentos de encargos trabalhistas. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)/Clique para ampliar
De acordo com viações, empresa de tecnologia só tem licença para transporte individual de passageiros e modalidade é coletiva configurando “concorrência predatória”
ADAMO BAZANI
Colaborou Alexandre Pelegi
As empresas de ônibus da cidade de São Paulo estão preocupadas com a concorrência com a Uber, em especial, com a modalidade “Uber Juntos”, pela qual passageiros que não se conhecem compartilham o carro, com pontos de embarque e desembarque definidos no momento da solicitação do serviço.
O SPUrbanuss, que é o sindicato que representa as companhias do subsistema estrutural (ônibus maiores com linhas que passam pelo centro da cidade), protocolou na última semana uma carta ao secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto, pedindo que a prefeitura proíba a modalidade “Uber Juntos” e a classifique como “transporte ilegal”.
Para isso, as viações sustentam que a Uber é uma empresa de “transporte individual remunerado” e que a modalidade “Uber Juntos” se trata de transporte coletivo com as mesmas características dos serviços dos ônibus, com embarque e desembarque em pontos determinados no pedido do carro e compartilhamento de um mesmo veículo.
Na carta protocolada no dia 13 de novembro de 2018, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, o SPUrbanuss ainda diz que atividade como “Uber Juntos” trava uma “concorrência predatória”, já que faz serviço semelhante aos dos ônibus, mas sem a mesma fiscalização e obrigações que as viações têm.
As empresas de ônibus devem oferecer transporte de gratuidades (idosos, pessoas com deficiência e estudantes); cumprimento de viagens, horários e itinerários independentemente do número de passageiros (as viagens na Uber se realizam já com a demanda e destino definidos); manutenção dos veículos (que no caso da Uber é de responsabilidade do dono do carro) e obrigações trabalhistas, como salários, benefícios, horas extras e cumprimento de jornada de trabalho, o que não há na Uber.
O documento é assinado pelo presidente da entidade, Francisco Christovam, e ainda pede fiscalização com maior rigor sobre a Uber e a intervenção do Ministério Público do Estado de São Paulo.
Segundo a entidade, a prefeitura de São Paulo tem poder para proibir o “Uber Juntos” porque de acordo com a lei 12,587, de 2012, chamada Lei da Mobilidade, é atribuição dos municípios e do Distrito Federal regulamentar e fiscalizar o transporte individual remunerado de passageiros.
O TCM – Tribunal de Contas do Município de São Paulo ao liberar novamente a licitação do sistema de ônibus na cidade, em 24 de outubro deste ano, destacou, entre as necessidades de ajustes nos editais da concorrência,  SMT – Secretaria de Municipal de Mobilidade e Transportes deve colocar no processo licitatório, estudos de projeções do impacto dos aplicativos, como Uber, 99, Easy, entre outros, no sistema de transportes públicos.
EM NÍVEL NACIONAL:
A preocupação das empresas de transportes coletivos com os aplicativos não ocorre apenas em São Paulo.
O presidente da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Otávio Cunha, que representa cerca de 500 empresas de ônibus em todo o País, disse em entrevista ao Diário do Transporte, que acredita que o “Uber Juntos”não é uma modalidade legal e que pode prejudicar as pessoas de menor renda ao reduzir a demanda do transporte coletivo.
 “O transporte coletivo é hoje protegido por lei. Tem algumas características como a universalidade, a continuidade, o preço módico, ou seja, as viagens curtas financiam as viagens mais longas, que são mais caras, mas que, portanto, têm um preço justo para o usuário. O ‘Uber Juntos’, esse serviço, vai agir predatoriamente sobre o serviço de transporte público. Nós já temos perda de demanda por diversas origens e agora eu acredito que isso vai aumentar ainda mais o problema, que será maior na medida em que o transporte público perde mais passageiros. Esses aplicativos vão operar exatamente nas linhas mais curtas retirando a demanda que está ajudando a manter um serviço público em áreas mais distantes, que são mais caros” – disse
Para o executivo, a modalidade compartilhada do “Uber” pode aumentar a tarifa de ônibus e, no caso de São Paulo, a necessidade de subsídios, uma vez que há possibilidade de perda de passageiros no sistema de transportes público. Otávio Cunha acredita que foi acertada a atitude do sindicato das empresas de ônibus de São Paulo.
“Transporte público não obedece a regras de mercado. Já o Uber é um tipo de transporte que obedece essas regras de mercado. O Uber é um transporte individual que está operando pela livre iniciativa, o livre mercado. No caso do transporte público, a regra é outra. O transporte coletivo público precisa ser protegido para aqueles usuários que moram mais distantes terem serviço permanente, portanto, com continuidade, com tarifa acessível e, consequentemente, para que o usuário pague um preço mais justo. Esses serviços [de aplicativos compartilhados] se continuarem, obrigatoriamente vão fazer com que o poder público, no caso de São Paulo, tenha de arcar com mais recursos do seu orçamento para ajudar a manter o transporte” – disse Otávio Cunha que acrescentou que a NTU estuda em nível nacional medidas contra modelos como do “Uber Juntos”.
OUÇA NA ÍNTEGRA:
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A NTU lançou no último mês de abril  uma nota na qual pede ao poder público que imponha mais limites às atividades dos aplicativos de transportes.
A entidade também sustenta que as empresas de ônibus possuem diversas obrigações que encarecem as tarifas e que os aplicativos não têm.
Os donos de empresas de ônibus estão preocupados com a lei 13.640/2018, sancionada em abril, que confere aos municípios e ao Distrito Federal a responsabilidade de definirem as regras para o transporte por aplicativo em cada cidade.
A NTU sugeriu que ao regulamentarem a atividade do transporte sob demanda por aplicativo, os legisladores determinem regras, condições e limites para sua atuação. “Enquanto o transporte coletivo urbano se dá em um mercado altamente regulado, taxistas e prestadores de serviços por aplicativo operam sob a égide da lei de livre comércio, o que pode resultar em concorrência desigual e agravar ainda mais o cenário desenhado”, destacou o presidente da NTU, Otávio Cunha.

DIÁRIO DO TRANSPORTES
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