terça-feira, 20 de novembro de 2018

Como um chassi de ônibus é fabricado



ESPECIAL: Veja como um 


Chassi de ônibus urbano OF 1721, motor dianteiro, já finalizado. Até chegar a esta etapa, muita coisa aconteceu. Foto e Reportagem: Adamo Bazani /Diário do Transporte / Clique para ampliar
Reportagem acompanhou na Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, como são produzidos os veículos responsáveis pelo ir e vir de milhões de brasileiros todos os dia
O Brasil vai de ônibus.

Jaison Silva ( Blogueiro especialista em mobilidade urbana e transpote)

Todos os dias, milhões de brasileiros utilizam este veículo para ir e vir. Os motivos são os mais diversos: trabalhar, estudar, passear, namorar, visitar a família, tratar da saúde, enfim, tudo para realizar sonhos, crescer na vida e contribuir para o desenvolvimento da nação.
Na correria, entretanto, estas milhões de pessoas não param para pensar como nascem estas máquinas que lhes possibilitam cumprir suas mais variadas atividades diárias.
A reportagem do Diário do Transporte esteve nesta terça-feira, 04 de setembro de 2018, na linha de montagem de ônibus da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
A empresa é a maior produtora de ônibus do Brasil. De acordo com o mais recente balanço da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a Mercedes-Benz entre janeiro e agosto, registrou no acumulado, 62,05% de participação no mercado nacional de ônibus.
A linha de montagem de ônibus da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo tem capacidade para produzir até 120 chassis por dia. Nesta terça-feira, estava programada a fabricação de 56 unidades, entre micro-ônibus, ônibus urbanos, ônibus urbanos articulados e ônibus rodoviários.
No primeiro semestre, a média diária de produção era de 65 chassis de diversos portes.
Por causa das eleições e da antecipação de renovação da frota devido à entrada em vigor da exigência de plataformas elevatórias para pessoas com deficiência, que deixaram os veículos mais caros, o primeiro semestre tende a ser mais aquecido que o segundo, cujo ritmo de produção e vendas, até o momento, é menor.
De acordo com o gerente de montagem final de chassi de ônibus da Mercedes-Benz, Márcio Bertolucci, atualmente um chassi fica completamente pronto em cerca de três horas e meia. A cada sete minutos de turno de trabalho, um chassi de ônibus sai da linha de montagem.
A linha ocupa uma área fabril de 40 mil metros quadrados e conta com quatro modelos de produção.
– AGV – Automated Guided Vehicles, com pequenos veículos autônomos que levam as peças e os quadros dos chassis a cada uma das etapas;
– Esteira onde os funcionários são movimentados ao longo do chassi;
– Corrente tracionada que movimenta o chassi e peças para as etapas de produção; e
– Carrossel que faz a variação da localização dos funcionários e do chassi de acordo também com as etapas de produção.
A atual linha está localizada na planta de São Bernardo do Campo desde 2000. A ampliação do espaço e o surgimento de cada um destes modelos de produção ocorreram de acordo com as necessidades de mercado e tecnológicas.
ÔNIBUS PASSO A PASSO:
Um ônibus “nasce” ainda na fase dos pedidos por parte das viações.
Com base nestes pedidos, já é feita toda a programação de cada dia, afinal, são modelos diferentes fabricados numa mesma linha.
Após isso definido, a produção em si começa quando as longarinas dos chassis chegam à linha.
É nessa parte que são feitas as perfurações e a gravação do número de cada chassi, a identidade do ônibus.
A Mercedes-Benz tem dois tipos de tratamento das longarinas.
Os chassis com longarinas parafusadas e com as soldadas.
As parafusadas são para os micro-ônibus e urbanos ou de fretamento com motor dianteiro.
Já os chassis dos modelos urbanos com motor traseiro, articulados e rodoviários são soldados.
A produção segue um desenho parecido com a letra “Y”
Cada um destes tipos de chassis tem uma linha diferente, uma para os parafusados e outra para os soldados.
Ambos se encontram na linha final de produção.

Longarina de ônibus de motor dianteiro chega para perfuração e gravação do número de chassi
Enquanto isso ocorre, mais etapas são realizadas.
Em outra área dentro da fábrica há o Podest, onde são feitos os painéis, as pedaleiras e as colunas de direção. As gaiolas dos radiadores também são feitas à parte.
Os funcionários, com base nos dados da programação de produção, preparam um kit com as peças necessárias para cada ônibus. A fase é chamada de pré-montagem.
Para facilitar a seleção das peças, os compartimentos onde ficam guardadas  são identificados por cores. Cada modelo de ônibus tem uma cor correspondente.

“Carrinhos” AGV levando peças até às longarinas, na fase de pré-montagem.
Uma vez separadas as peças, o chassi passa pelos apertos dos parafusos, no caso dos micro-ônibus e dos ônibus urbanos.
Os rodoviários e urbanos de motor traseiro e articulados da linha O500 são soldados.

Processo de solda em chassis urbanos de piso baixo
Há diferentes tipos de apertos selecionados eletronicamente de acordo com cada modelo de ônibus.

Ônibus de motor dianteiro na fase de apertos dos parafusos da estrutura do chassi
Um box tem gravado todos os tipos de aperto e, se algum erro é apontado pelo sistema, na hora é feita a correção.
A próxima fase é da amarração dos chicotes elétricos, que também são separados de acordo com cada modelo de ônibus.
Em seguida, é feita a montagem de todo o sistema pneumático do coletivo.

Trabalhadores na montagem do sistema pneumático do ônibus
Na próxima etapa desta parte da produção, é finalizada a montagem da parte inferior do chassi, com a colocação de peças como feixes de mola, escapamento, eixos.

Montagem da parte inferior do chassi

Colocação de eixo na fase de finalização da parte inferior do ônibus
Por causa das diferentes características dos ônibus e, principalmente das linhas de produção, os chassis de urbanos seguem até este ponto da montagem invertidos (com a parte inferior virada para cima) e os rodoviários já na posição normal.

Urbanos seguem em parte da linha em posição invertida, sendo virados na linha final.

Rodoviários seguem em posição convencional na primeira parte da montagem
Reta final:
Com a conclusão da parte inferior e com a verificação dos torques de molas, os chassis vão para a linha de finalização. É neste ponto que o “Y” do desenho da produção começa a se formar. Chassis parafusados dos urbanos com motor dianteiro e dos micros se encontram com os chassis de urbanos de motor traseiro e os rodoviários. No caso dos articulados, as partes dianteira e traseira dos veículos são feitas separadamente e unidas na linha de finalização.
Esta linha é formada por etapas também.
O motor é colocado por cima, vindo do alto trazido por ganchos mecânicos e pneumáticos.

Motor é transportado por cima da linha de produção e colocado no chassi por ganchos pneumáticos
A próxima etapa consiste na finalização do sistema de arrefecimento

Finalização do sistema de arrefecimento
Em seguida, vem a instalação do painel que foi montado em outra área da linha de produção.

Fase final da instalação do painel
Depois, as baterias do ônibus são instaladas no chassi, para garantir todo o funcionamento do veículo.

Colocação da bateria no chassi
Um tanque de combustível provisório é colocado no chassi para os primeiros funcionamentos dentro da fábrica e para os testes.
Na maior parte das vezes, o tanque definitivo é colocado no momento do encarroçamento. Os ônibus recebem carrocerias em outras fábricas específicas, como Marcopolo, Neobus, Caio, Busscar, Mascarello,  Comil e Irizar, por exemplo.

Tanque provisório de combustível (azul) e ao fundo, bomba de abastecimento.
As rodas, pneus e outros equipamentos são finalmente instalados e, a partir daí a “criança dá seu primeiro choro quando nasce”, o motor é ligado.
Para quem não tem o hábito de frequentar constantemente linhas de montagem, chega a ser emocionante ver que a base de um veículo que vai servir a centenas de pessoas por dia em diferentes viagens começou com simplórias barras de ferro, nada atraentes.

Chassi rodoviário O500 RS pronto com a configuração Buggy (curto para ser alongado enquanto é encarroçado, o que facilita o transporte).
Os chassis também passam por pintura e recebem cera e tratamentos anticorrosão para ampliar a durabilidade.
O gerente de montagem final de chassi de ônibus da Mercedes-Benz, Márcio Bertolucci, contou também que a qualidade é preocupação da fabricante não somente no projeto do ônibus, mas durante a produção.
A cada etapa há um controle de qualidade, com auditores de linha, para verificar se o processo foi feito corretamente.
Quando a produção é concluída, o chassi passa por uma verificação completa no controle final de qualidade.

Área de controle final de qualidade para verificar peças, se a produção atendeu a todos os parâmetros e garantir segurança e desempenho do ônibus nas ruas.
No prédio da linha de montagem também fica a área de CKD, que é o ônibus desmontado para exportação.
Neste caso, as principais peças são acondicionadas em caixas especiais enviadas para outros países, onde os ônibus são montados.
De acordo com Bertolucci, de toda a produção e exportação em regime de CKD, 70% são ônibus.
Isso porque, cabines de caminhão são menores que ônibus, sendo mais facilmente embarcadas. Já como os ônibus são mais compridos, muitas vezes, vale mais a pena montar no país que os recebeu.
A planta de São Bernardo do Campo exporta para em torno de 70 países, sendo que Argentina, México e África do Sul se destacam entre os compradores.

Parte da área de CKD
Confira o vídeo da linha de montagem:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Edição de vídeo: Jessica Marques.
Veja também: http://revistaonibusmagazine.blogspot.com/2018/11/curitiba-renovacao-de-peso-com-121.html

Curitiba - RENOVAÇÃO DE PESO COM 121 ÔNIBUS MERCEDES BENZ

Patrocínio
Foto ilustrativa: Divulgação
Agora, foi o momento de Curitiba renovar sua frota de ônibus e, mais uma vez, a Mercedes-Benz marcou presença, realizando a venda de 121 ônibus urbanos. Participaram da negociação, as empresas Auto Viação Redentor (34 unidades), Auto Viação Santo Antônio (7 unidades), Transporte Coletivo Glória (43) e Viação Cidade Sorriso (37). Já quanto aos modelos, os pedidos foram pelos chassis OF 1519, OF 1721 (suspensão mecânica), OF 1721 L (suspensão pneumática), O 500 MA articulado e O 500 MDA superarticulado. A previsão é de todos já estarem rodando em janeiro de 2019.
Segundo Maurício Gulin, presidente da Viação Cidade Sorriso e da Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), depois de 6 anos, foi a hora de renovar as frotas para os 730 mil passageiros diários. Ele também comentou que a partir de agora, pretende realizar renovações anualmente.
De acordo com a Setransp, a Mercedes-Benz tem uma grande participação na frota total das empresas que compõem os consórcios que operam em Curitiba. E essa preferência não é por acaso, como destaca o Maurício, da tradicional família Gulin: “Escolhemos os ônibus da marca porque eles sempre nos asseguram durabilidade, credibilidade e facilidade no pós-venda, especialmente no que se refere a peças de reposição. Temos muita confiança no produto, que é reconhecido em todo o País pela robustez e resistência na severa atividade do transporte coletivo urbano de grande volume de passageiros”.
Maurício também falou sobre sua boa relação com a marca, destacou a otimização de consumo de combustível e contou com o financiamento de 80% dos veículos com o Banco Mercedes-Benz.

Do outro lado da mesa, a negociação também gerou satisfação. Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, destacou a importância da presença da marca em um sistemas de transporte coletivo que é referência no mundo.
Essa é mais uma conquista da Mercedes-Benz para se manter na liderança de vendas de ônibus no Brasil.

Fonte: Mercedes Benz do Brasil

sábado, 3 de novembro de 2018

BOGOTÁ ANUNCIA A VOLVO BRASIL COMO VENCEDORA DA LICITAÇÃO MILIONÁRIA



Volvo vence licitação e vai fornecer 700 ônibus brasileiros para Bogotá, o maior negócio de BRT da década


Volvo responde por 60% da frota troncal de ônibus do Transmilênio – Foto: Divulgação Volvo/Clique para Ampliar
São 402 biarticulados e 298 articulados. Carrocerias serão da Superpolo, joint venture da Marcopolo
ADAMO BAZANI
A Volvo venceu parte da licitação do Transmilênio, sistema de BRT (Bus Rapid Transit) de Bogotá, na Colômbia, e vai fornecer 700 ônibus de grande porte para a renovação de frota dos serviços.
O resultado da licitação foi divulgado em audiência pública nesta sexta-feira, 02 de novembro de 2018, em Bogotá.
Deste total de 700 ônibus, 402 são biarticulados e 298, articulados.
A notícia vai refletir nos números da marca no Brasil. Todos estes veículos serão fabricados na planta de Curitiba, no Paraná.
As entregas se iniciam em 2019 e vão até 2020.
FÁBRICA BRASILEIRA VAI DOBRAR PRODUÇÃO:
Por causa da venda, a Volvo anunciou em nota enviada ao Diário do Transporte que vai dobrar a produção diária.
O objetivo é adequar a linha à encomenda para cumprir os prazos, como explica o presidente da Volvo Buses Latin America, Fabiano Todeschini.
“Toda a nossa força produtiva será organizada para atender a esse pedido dentro do prazo e com a qualidade esperada, sem prejuízo à produção regular de ônibus para todos os demais clientes”, ressalta.
As carrocerias destes novos veículos de Bogotá serão fornecidas pela fabricante de carroceria colombiana Superpolo, joint venture da também brasileira Marcopolo.
MENOS POLUIÇÃO:
Os ônibus vão receber, segundo a Volvo, filtros de materiais particulados originais de fábrica que podem reduzir em até 96% as emissões deste tipo de poluente em comparação com a frota atual que segue os padrões de redução de emissões baseadas nas normas Euro III.
O diretor comercial da Volvo Buses na Colômbia, Fábio Lorençon, diz que a tecnologia usada nestes filtros é inédita em ônibus na América Latina.
“Comparando com os ônibus atuais da cidade (padrão Euro II), a redução chega a 96% em materiais particulados. É a primeira vez na America Latina que haverá veículos equipados de fábrica com esta tecnologia. O ganho ambiental para a população será enorme, já que o filtro tem altíssima eficiência. O ICCT – International Council on Clean Transportation, classifica está tecnologia como livre de fuligem (soot-free)”,
Os ganhos ambientais também virão da substituição dos modelos mais antigos hoje em operação.
MONITORAMENTO E CONECTIVIDADE:
A Volvo informou também que todos os ônibus vão ser dotados de sistemas de conectividade fornecidos pela marca.
Toda a operação vai ser monitorada em tempo real e a central de controle vai poder interagir com o motorista.
A forma como os ônibus estão sendo dirigidos, eventuais problemas na operação, frenagens, aceleração, inclinação nas curvas, consumo de combustível, controle de velocidade à distância com a criação de limites em cada região por onde os ônibus passam no itinerário e diagnósticos de condução que podem ajudar o desenvolvimento de treinamentos individualizados para os motoristas estão entre as funções possibilitadas pelos equipamentos e programas de conectividade.
“Além dos ganhos ambientais, os novos ônibus Volvo de Bogotá trarão a mais alta tecnologia de conectividade em ônibus da marca. Serão equipados com sistemas avançados que monitoram a operação de cada veículo, permitindo interação remota com a frota em tempo real. Destacam-se os sistemas Fleet Management (permite monitoramento por telemetria em tempo real, acessando dados como aceleração, frenagem, velocidade, consumo de combustível etc), I-coaching (espécie de treinador virtual de motoristas) e o Serviço de Controle de Velocidade por Conectividade (por meio de geolocalização, limita automaticamente a velocidade máxima do ônibus em pontos críticos de segurança – próximo a escolas, dentro de terminais etc). O Grupo Volvo é líder mundial em conectividade em veículos comerciais, com mais de 600 mil caminhões, ônibus, equipamentos de construção e motores marítimos conectados.”– diz a Volvo na nota.
LIDERANÇA EM BRT:
A fabricante diz que lidera o fornecimento de ônibus de grande capacidade em sistemas de BRT na América Latina, que surgiram em Curitiba, no ano de 1974, na gestão do prefeito Jaime Lerner, arquiteto e urbanista.
De acordo com a Volvo, a participação da marca nestes sistemas ultrapassa 50%.
“Considerando toda a América Latina, o novo negócio com a Colômbia mantém a liderança Volvo em BRTs, com mais de 50 % de participação de frota nesses sistemas. Além de Bogotá, os articulados e biarticulados da marca operam em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Cidade da Guatemala, San Salvador, Quito, Cidade do México, Guayaquil, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Cali, Bucaramanga, Santiago e Curitiba.”
Na nota, o presidente da Volvo Buses Latin America, Fabiano Todeschini, disse que ao criar o primeiro modelo de ônibus biarticulado economicamente e tecnicamente viável do mundo, a marca ajudou no desenvolvimento de sistemas de BRT na América Latina, dentre os quais, o Transmilênio, considerado referência de reestruturação urbana e não apenas de transportes.
“A Volvo ajudou a desenvolver os principais BRTs da América Latina. Inventamos o primeiro ônibus biarticulado comercialmente viável do mundo. Nossos veículos são projetados para esses sistemas de grande capacidade, com diferenciais de eficiência e produtividade. Estamos entusiasmados em continuar contribuindo para a mobilidade urbana de Bogotá” – afirmou.
TRANSMILÊNIO:
O sistema de BRT da região metropolitana de Bogotá está em operação desde 18 de dezembro de 2000, quando teve o primeiro trecho apresentado à população.
Os corredores foram idealizados na gestão do então prefeito Enrique Peñalosa Londoño, que a exemplo de Jaime Lerner em Curitiba no ano de 1974, procurou iniciar uma restruturação urbana por meio de uma rede de transportes em superfície.
As obras começaram em 1998 e, devido aos transtornos, a gestão de Peñalosa foi alvo de críticas da população, imprensa e opositores, que chegaram a pedir sua destituição.
Mas depois dos primeiros resultados do sistema, a popularidade de Peñalosa foi uma das maiores da história recente de prefeitos de Bogotá.
Grande parte dos serviços era feita por ônibus de pequeno porte, operados por proprietários individuais, que agravavam os congestionamentos e poluição. A idade e as condições dos veículos eram outros problemas.
A renovação de frota do Transmilênio deve voltar a qualificar o sistema, que com o tempo, segundo a mídia local, se deteriorou, com problemas de superlotação, evasão tarifária e vandalismo.
Diariamente, o Transmilênio transporta 2,5 milhões de passageiros em Bogotá e cidades vizinhas, sendo, portanto, um sistema metropolitano de transportes.
Na mesma nota enviada ao Diário do Transporte, a diretora geral da Volvo Buses Colômbia, Silvia Gerber, disse que a implantação de mais ônibus biarticulados e articulados, a oferta de lugares para os passageiros no sistema vai ser ampliada.
“Com os novos veículos, mais modernos, seguros, confortáveis e maiores, a capacidade do sistema aumentará em 25%”,comentou
O diretor de vendas estratégicas da Volvo Buses no continente, Alexandre Selski, afirmou que 60% dos ônibus de grande porte que operam no Transmilênio são da marca.
 “A cidade já contemplou, desde o início, corredores maiores, onde os ônibus podem ultrapassar uns aos outros para maior fluidez. Com 60% dos ônibus articulados e biarticulados, a Volvo tem forte presença no BRT de Bogotá”
DIÁRIO DO TRANSPORTES
https://diariodotransporte.com.br/

terça-feira, 9 de outubro de 2018

BRT EXCLUSIVO AS MULHERES

Ônibus articulados do BRT-Rio terão último carro reservado para mulheres e crianças


Segundo carro de cada ônibus do BRT terá de ser adesivado de rosa. Foto: Kawhander Santana P. da Silva – Clique para ampliar
Decisão é da justiça e obrigatoriedade vale das 6h às 10h e das 17h às 21h. Magistrado também determinou multa
BRT EXCLUSIVO DAS MULHERES
O desembargador Murilo Kieling, da 23ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça negou recurso de efeito suspensivo do BRT-Rio e manteve a decisão do juiz Marcello Alvarenga Leite, de primeira instância, que determinou cumprimento de uma lei municipal que obriga que o último carro dos ônibus articulados seja destinado exclusivamente às mulheres e crianças, das 6h às 10h e das 17h às 21h.
A Justiça do Rio ainda vai julgar o mérito da ação.
Por meio da Lei nº 6.274, de 13 de novembro de 2017, que está em vigor desde 12 de fevereiro de 2018, a prefeitura determina que o último carro, logo após a “sanfona” da articulação, seja adesivado de rosa e que tenha a informação dos horários com a exclusividade.
A lei ainda determina que as informações estejam disponíveis nos terminais e em canais de comunicação, além de contratação pelo Consórcio BRT-Rio de agentes de segurança para retirar os homens que estiverem na parte de trás dos ônibus articulados.
O magistrado ainda determinou uma multa diária R$ 3 mil em caso de descumprimento.
O Consórcio BRT-Rio sustenta que a lei municipal é inconstitucional.
O juiz, entretanto, negou o recurso por entender que o consórcio não provou que o cumprimento da decisão de primeira instância cause risco de dano ou de prejuízo de difícil reparação, que são algumas das condições para o acolhimento do efeito suspensivo.
“Assim, nesse limitadíssimo exame, o acolhimento do efeito suspensivo acabaria por concretizar o denominado dano reverso, dada a natureza da tutela que se pretende – o não cumprimento de mandamento legal – e o postergamento de eventuais medidas que já poderiam ser adotadas, observada a vacatio legis (prazo legal que uma lei tem para entrar em vigor) e o tempo superveniente já vivenciado”,escreveu.
Fonte: Diarii do transporte com Adamo Bazani

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

MOBILIDADE E QUALIDADE O CHILE ESTA INVESTINDO PESADO


Novo ônibus ecológico modelo Euro 6 – Chile (Martin Bernetti/ AFP/ Divulgação)

Chile renova transporte público com ônibus menos poluentes

O governo chileno apresentou nesta quarta-feira (3) novos modelos de ônibus que renovarão sua frota de transporte metropolitano, a fim de minimizar a emissão de gases poluentes e dar mais conforto aos seus usuários.
Os veículos apresentados pelo presidente Sebastián Piñera estão dotados de tecnologia, que assegura uma grande redução na emissão de gases poluentes, e se somarão a 200 ônibus elétricos que, nos próximos meses, se incorporarão ao sistema.

“Logo teremos 3.000 ônibus com tecnologia Euro-6. Ou seja, metade dos ônibus que percorrerão Santiago terá uma tecnologia nova, limpa e de grande qualidade”, comentou o presidente, após apresentar os modelos de ônibus que substituirão os antigos.

Novo ônibus ecológico modelo Euro 6 (Foto: Martin Bernetti/ AFP/ Divulgação)

Também “teremos circulando, muito em breve, nas ruas de Santiago, 200 ônibus elétricos, que terão padrões de qualidade assim como os ônibus Euro-6”, acrescentou o presidente.
As novas unidades terão incorporados Wi-Fi, ar condicionado e carregadores USB.
A renovação do sistema de ônibus, junto com as linhas de metrô, pretende melhorar a mobilidade das oito milhões de pessoas que vivem em Santiago.
Usando as novas tecnologias, a ampliação do sistema de transportes busca melhorar a qualidade do ar em uma das cidades mais poluídas da região.

FONTE: © Agence France-Presse

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

LONGE DA CRISE SETOR DE PRODUÇÃO DE ÔNIBUS

De janeiro a setembro deste ano, foram produzidos 5.382 chassis de ônibus rodoviários e 17.669 de urbanos. Foto: Divulgação / Prefeitura de Sorocaba.
De janeiro a setembro deste ano, foram produzidas 23.051 unidades
Jaílson Silva
A produção de chassis de ônibus no Brasil acumulou uma alta de 42,9%, segundo levantamento divulgado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) nesta quinta-feira, 4 de outubro de 2018.
De janeiro a setembro deste ano, foram produzidas 23.051 unidades, comparadas a 16.128 no mesmo período de 2017.
Comparando setembro deste ano com o mesmo mês do ano passado, também houve uma alta na produção. Em 2017, foram 1.687 chassis produzidos, enquanto em setembro de 2018 foram 2.250, um aumento de 33,4%.
Uma queda, porém, pode ser observada de agosto para setembro deste ano. No mês passado, mais unidades foram produzidas, chegando a 2.988, comparadas a 2.250, o que corresponde a 24,7% a menos na produção de ônibus.
No acumulado do ano, tanto os ônibus urbanos quanto rodoviários apresentaram um aumento na produção, tendo alta de, respectivamente, 42,7% e 43,8%, representando um equilíbrio entre os dois segmentos.
De janeiro a setembro deste ano, foram produzidos 5.382 chassis de ônibus rodoviários e 17.669 de urbanos. No mesmo período de 2017, os números foram de 3.742 e 12.386, respectivamente.
Diversos municípios brasileiros renovaram a frota neste ano, o que pode ter contribuído para um aumento considerável no número de ônibus urbanos produzidos.
Na capital paulista, por exemplo, 1.067 novos ônibus foram entregues neste ano, segundo informações da Prefeitura.
LICENCIAMENTOS
O número de licenciamento de veículos novos também aumentou de janeiro a setembro deste ano. A alta foi de 22,4%, também de acordo com o levantamento da Anfavea divulgado nesta quinta-feira.
Nos nove primeiros meses deste ano, foram licenciadas 10.483 unidades, comparadas a 8.562 no mesmo período de 2017.
De setembro deste ano para o mesmo mês de 2017, a alta foi de 73,2%, passando de 865 unidades licenciadas para 1.498.
Com relação às marcas, a liderança continua sendo da Mercedes-Benz, com 4.010 unidades, seguida de MAN/Volkswagen.
A Iveco, em quarto lugar, foi a única que apresentou queda no número de licenciamentos. Entretanto, foi uma diminuição de apenas 2%. De janeiro a julho deste ano, a queda foi de 25,9%. Portanto, é possível observar uma recuperação da marca.
Confira o ranking, de acordo com a Anfavea:
1º) Mercedes-Benz: 5.566 unidades, alta de 29,7%
2º) MAN/Volkswagen: 1.829 unidades, alta de 20,2%
3º) Agrale (inclui os miniônibus da Volare): 1.247 unidades, alta de 21,8%
4º) Iveco (inclui os miniônibus CityClass): 904 unidades, queda de 2%
5º) Scania: 554 unidades, alta de 36,1%
6º) Volvo: 272 unidades, alta de 8,4%
EXPORTAÇÕES
As exportações de ônibus montados tiveram uma queda de 3,6% de janeiro a setembro deste ano. Neste período, foram exportadas 6.466 unidades, comparadas a 6.705 no mesmo período de 2017.
A queda foi de 4,2% nas exportações de ônibus rodoviários e de 3,2% em urbanos, com 2.191 unidades vendidas para o exterior e 4.275, respectivamente, neste ano.
Fonte: Jessica Marques para o Diário do Transporte