Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes
Ônibus se somam às 191 unidades vendidas em 2015. Foto: Divulgação Caio – Clique para Ampliar
Modelo é o Millennium de piso baixo, denominado no país de Access. Chassis são Volvo
ADAMO BAZANI ( texto)
A Caio exportou 70 carrocerias para o sistema RTP – Rede de Transporte de Passageiros, da cidade do México.
A informação foi confirmada a Revistas Ônibus Magazine PERNAMBUCO pela fabricante, com sede em Botucatu, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira, 29 de agosto de 2019.
Segundo a empresa, os veículos são do modelo Millennium, de piso baixo, versão chamada comercialmente de Access no México.
A empresa ainda informou que a exportação foi em SKD, parcialmente desmontadas, posteriormente “montadas no país pela Volvo, com acompanhamento técnico de profissionais da Caio.”
A fabricante informou ainda que os 70 veículos se somam às 191 unidades, modelo Millennium ( denominadas de Procity no México), que foram entregues em 2015 pela Caio, também em parceria com a Volvo México.
Fonte: Caio Induscar texto do Diário do Transpotes
O novo chassi foi apresentado pela Volkswagen Caminhões e Ônibus em uma carroceria Caio Apache Vip IV. Foto: Divulgação.
Volksbus com motor dianteiro levado ao Seminário Nacional NTU, em Brasília
JESSICA MARQUES
A Volkswagen informou, por meio de nota, que vai apresentar um novo ônibus de 15 metros e terceiro eixo direcional no Seminário Nacional NTU, em Brasília. Esse é o primeiro chassi da marca com estas configurações.
A novidade é o posicionamento do terceiro eixo na dianteira, o que, segundo a fabricante, permite que o chassi tenha uma capacidade de carga de 22 toneladas, possibilitando as mais diversas configurações de acordo com a necessidade da operação.
O Volksbus é equipado com suspensão pneumática e motorização MAN D08, que segundo a Volkswagen, é “uma das combinações que oferecem a melhor relação de custo x benefício para o segmento”.
“A premissa da VW é aumentar o conforto com o melhor custo-benefício ao cliente. É por isso que oferecemos um portfólio de soluções desde micros até os veículos de maior capacidade, de modo que os operadores possam adequar-se à demanda e sazonalidade de cada operação”, disse Jorge Carrer, gerente executivo de Vendas de Ônibus da VWCO, por meio de nota.
O novo chassi foi apresentado pela Volkswagen Caminhões e Ônibus em uma carroceria Caio Apache Vip IV.
Confira as imagens divulgadas pela fabricante ao Diário do Transporte:
O seminário NTU deste ano tem como tema Inovação e Reinvenção: O Futuro do Transporte Público na Perspectiva da Sociedade. O evento acontece nos dias 20 e 21 de agosto e é realizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos.
Mercedes-Benz vende 10 ônibus para Nueva Santa Cruz, na Bolívia
Postado por Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes.
Todos os veículos vêm com piso baixo, suspensão pneumática e o motor traseiro. Foto: Divulgação / Mercedes-Benz.
Veículos da linha O 500 possuem carroceria Mascarello
JESSICA MARQUES
A Mercedes-Benz informou, em nota, que vendeu 10 ônibus urbanos para a cidade de Nueva Santa Cruz, na Bolívia. São oito veículos do modelo O 500 U padron e dois do O 500 UA articulado, todos com carroceria Mascarello, sendo respectivamente GranVia e GranMetro.
Os ônibus vão atender a uma população de 370 mil habitantes na região de Santa Cruz de La Sierra. Um empreendimento está sendo construído pelo Grupo La Fuente no local, para “criar” uma cidade.
Os ônibus entrarão em operação em Nueva Santa Cruz no terceiro trimestre deste ano, segundo informações da Mercedes-Benz, quando a cidade será inaugurada pelo grupo.
“Com a consultoria de ônibus Mercedes-Benz, buscamos oferecer a melhor solução de transporte aos clientes e ajudá-los a criar toda uma estrutura sustentável e de mobilidade para a população. Assim, garantimos o conceito do sistema de transporte que a nova cidade demanda”, disse Márcio Querichelli, diretor do Regional Center Daimler Latina Caminhões e Ônibus, em nota.
Todos os veículos vêm com piso baixo, que facilita o embarque e desembarque, suspensão pneumática e o motor traseiro. Os ônibus serão movidos a biodiesel na operação.
PARTICIPAÇÃO DE MERCADO
A Mercedes-Benz informou, em nota, que possui uma forte participação nos segmentos urbanos e rodoviário na Bolívia. Até o final de 2019, a fabricante vai comercializar cerca de 40 ônibus para o país, considerando modelos do segmento de urbanos e rodoviários, o que deve garantir uma participação de 36% no mercado.
Segundo Javier Farfan, gerente geral das divisões de veículos comerciais (Caminhões e Ônibus) do concessionário Ovando S.A., representante da marca na Bolívia, um forte trabalho foi realizado junto ao Grupo La Fuente para que o cliente pudesse os produtos Mercedes-Benz.
“Eles estiveram na cidade de São Paulo, referência de mobilidade urbana na América Latina, onde verificaram a forte presença dos ônibus da marca no transporte público urbano e encontraram a melhor solução para o transporte em Nueva Santa Cruz”, afirmou Javier.
Cuiba - MT está recebendo os novos Gran Metros articulados. Os veículos vêm integrados com sistema wifi, conexão USB para aparelhos portáteis e ar-condicionado. Cada ônibus possui 21 metros de comprimento e capacidade para até 152 passageiros. Os novos veículos entregarão mais conforto, segurança e acessibilidade a capital mato grossense.
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Fonte: Divulgação site Facebook da mascarello oficial
Conheça o novo rodoviário Mascarello.
O Ello foi desenvolvido para o segmento rodoviário de curtas e médias distâncias, com a melhor relação custo benefício do mercado. A engenharia MASCARELLO focou seus esforços nos conceitos de segurança, conforto e tecnologia o que gera redução de custos de manutenção e reposição de componentes. Seu design segue a mesma tendência inovadora já aplicada nos modelos Mascarello, trazendo agora um ar mais robusto e arrojado, adjetivos que são fundamentais para um ônibus rodoviário. O Ello conta com tudo o que há de mais novo em tecnologia voltada para o transporte de pessoas, o que eleva a sofisticação e qualidade do veículo proporcionando uma visão mais confiante do novo rodoviário de entrada da Mascarello.
Ello, conforto e segurança com o melhor custo-benefício do mercado.
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Linha Verde, mais integrações e ônibus não poluentes estão entre prioridades nos transportes de Curitiba, diz Greca
Postado: Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes de ônibus
Prefeito de Curitiba, Rafael Greca. Foto: Adamo Bazani.
Prefeito também diz que ainda não vê com simpatia vans de aplicativos
ADAMO BAZANI
A cidade de Curitiba tem renovado a frota de ônibus depois de quatro anos de estagnação devido a desentendimentos entre empresas de transportes e o poder público.
No último ano e meio, foram colocados em circulação 248 ônibus novos e as viações prometem concluir até o final de 2020 as entregas restantes para alcançar a meta de 450 veículos zero quilômetro, conforme meta firmada com a gestão Rafael Greca.
Entretanto, apesar de importantes, somente ônibus novos não bastam.
O transporte coletivo deve ter agilidade (com as pessoas perdendo menos tempo nos deslocamentos) e modicidade (tarifas que se encaixem nos orçamentos das famílias).
Curitiba tem perdido o número de passageiros no transporte coletivo. Segundo o presidente do Setransp, sindicato que representa as empresas de ônibus, Maurício Gulin, desde 2015, quase 20% dos passageiros deixaram de usar o transporte coletivo.
Entre 2015 e 2016, foram 17,6 milhões de passageiros a menos, pouco mais de 8%. Entre 2016 e 2017, foram 19,8 milhões de passageiros perdidos.
Entre 2017 e 2018, as perdas foram menores, mas ocorreram, em torno de 2% ou 7,9 milhões de passageiros.
Muitos destes números são, em parte, explicados pelo desemprego e pela crise econômica. Mas há também a perda de atratividade dos transportes coletivos.
De acordo com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, há alguns planos para que os transportes na cidade voltem a ser referência como já ocorreu no passado.
Respondendo a um questionamento do Diário do Transporte sobre o que esperar de concreto para a mobilidade curitibana, em entrevista coletiva, Greca relacionou alguns pontos:
– investimentos na ampliação e conclusão no BRT – Bus Rapid Transit (corredor de maior capacidade e eficiência) da Linha Verde.
– Mais faixas de ônibus à direita.
– Ampliação das integrações com os ônibus metropolitanos gerenciados pela Comec.
– Alternativas de energia que não sejam o diesel para os ônibus.
Segundo Greca, nesta terça-feira, equipes da prefeitura foram até o Governo Federal para terem alguma sinalização concreta sobre as verbas necessárias para a extensão do Ligeirão da Praça Japão até o Capão Raso.
“Enquanto o Governo Federal soluça, nós vamos adiantar o dinheiro, depois que ele nos pague“, disse.
Sobre as faixas de ônibus, o prefeito disse que em todos os 11 espaços implantados mais recentemente houve ganhos substanciais de tempo de viagem. A respeito de tecnologias não poluentes, Greca disse que Curitiba deve começar a dar exemplo de inovações.
“Me fascina a ideia de energia limpa, livre do óleo diesel. Hoje é inteligente investir em energia limpa para o transporte coletivo, mas não somente. Teremos uma hidrelétrica ao lado do Parque Barigui. O Paraná não pode ficar a mercê da macabra termelétrica de Araucária”, exemplificou.
NOVAS TECNOLOGIAS
O prefeito Rafael Greca também afirmou que estuda formas de cobrança mais eficiente de aplicativos de transporte como o Uber e 99.
“Esses aplicativos devem contribuir mais. Vamos fazer com que eles emitiam nota fiscal e gerem arrecadação”, respondeu Greca ao Diário do Transporte.
Sobre a possibilidade de outras opções de transporte, como vans atendendo a uma demanda específica, mesmo sendo um transporte coletivo, Greca disse não ver ainda com simpatia.
“O transporte público de massa deve ser priorizado sobre o individual ou de baixa demanda. Canaleta (corredor) é só para ônibus”, disse.
As declarações do prefeito foram feitas durante evento de apresentação de 65 novos ônibus da marca Volvo para o sistema municipal.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
terça-feira, 14 de maio de 2019
Volvo entrega 65 ônibus para o sistema de Curitiba e comemora alta nas vendas e queda em acidentes no Ligeirão
Postado por: Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade e transpotes
De acordo com a montadora, sistema de controle de velocidade fez acidentes reduzirem em 50%; vendas no trimestre subiram 128%
ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES
A Volvo apresentou à imprensa especializada parte dos 65 ônibus novos que entrega para o sistema de Curitiba. O Diário do Transporte esteve na planta da empresa na capital paranaense a convite da montadora nesta terça-feira, 14 de maio de 2019.
Desta frota nova, 25 ônibus são biarticulados, 24 são articulados e 16 são convencionais. Segundo a fabricante, com esta nova entrega, a participação da marca no segmento de articulados e biarticulados chega a em torno de 70% no sistema de Curitiba.
Ônibus apresentados nesta terça-feira. Foto: Adamo Bazan.
Os ônibus de maior porte possuem um sistema de controle de velocidade, pelo qual é possível determinar a velocidade de acordo com o trecho percorrido.
A velocidade é programada para ser reduzida em áreas como hospitais, escolas e dentro de terminais.
Segundo a Volvo, devido ao sistema presente já em 25 biarticulados, entregues no início do ano passado, foi possível reduzir em aproximadamente 50% o número de colisões entre ônibus e automóveis no eixo norte do BRT.
“A Volvo completa 40 anos e para nós é um momento especial. Não foi à toa que nosso primeiro veículo foi um ônibus. Esses sistemas tecnológicos são prova da evolução do transporte e Curitiba historicamente é palco dessa realidade”, disse o presidente da Volvo Buses, Fabiano Todeschini.
O sistema de Curitiba tem passado desde 2018 por um processo de renovação de frota após quatro anos consecutivos sem novas compras, por conta de desentendimentos entre empresas de transporte e poder público a respeito da tarifa de remuneração e dos financiamentos das integrações.
De acordo com o presidente do Setransp, sindicato das viações, Maurício Gulin, em um ano e meio, as empresas de Curitiba compraram 248 ônibus novos e, até o final de 2020, devem entregar o restante para completar a meta de 450 ônibus novos, de diferentes marcas, firmada com a prefeitura de Curitiba em 2017.
“No passado, o diálogo das empresas com o poder o foi vedado, o que representou esta estagnação. Mas isso agora mudou e a população já sente a melhoria dos transportes”, disse Gulin.
“Curitiba volta a ter orgulho do seu transporte. A Volvo é a cara do desenvolvimento de Curitiba. Ônibus novo é qualidade de vida para as pessoas”, disse o prefeito de Curitiba, Rafael Greca durante o evento que teve cobertura do Diário do Transporte.
FÁBRICA MAIS QUE DOBROU A PRODUÇÃO, DIZ VOLVO
A Volvo diz que somente no primeiro trimestre, as vendas de ônibus subiram 128% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por sua vez, em todo ano de 2018, as entregas de ônibus subiram 114% sobre o ano de 2017.
Além das vendas para o mercado interno, a montadora destacou que também as exportações, como as vendas do lote de 700 ônibus para o TransMilenio da Colômbia.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Consórcio BRT Rio considera ônibus convencionais no sistema um retrocesso para a mobilidade urbana
jessicabus
Segundo Consórcio BRT Rio, ao substituir ônibus articulados por convencionais, a intervenção eleva o custo de operação sem um ganho de eficiência. Foto: Divulgação.
Medida foi anunciada nesta semana pelo interventor Luiz Alfredo Salomão
Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes
O Consórcio BRT Rio informou em nota ao Diário do Transporte que considera o uso de ônibus convencionais no sistema um retrocesso para a mobilidade urbana. A medida foi anunciada nesta semana pelo interventor Luiz Alfredo Salomão.
De acordo com o posicionamento do Consórcio BRT Rio, ao substituir ônibus articulados por convencionais, a intervenção eleva o custo de operação sem um ganho de eficiência.
“A Prefeitura vem utilizando o BRT como um laboratório de testes em vez de apresentar soluções definitivas para as suas obrigações legais, quase três meses depois do início do processo de intervenção”, informou o consórcio, em trecho da nota.
Confira a nota, na íntegra:
Em relação ao anúncio feito pela equipe de intervenção da Prefeitura do Rio, o Consórcio BRT Rio esclarece: – A medida pode ser considerada um retrocesso para a mobilidade urbana, uma vez que descaracteriza um projeto adotado com sucesso em 171 cidades no mundo;
– O sistema BRT do Rio de Janeiro já foi considerado referência mundial por especialistas, recebendo o Selo Ouro do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), uma das principais entidades internacionais de avalição do transporte público, com sede em Nova York;
– Apesar de todo o reconhecimento internacional, a Prefeitura do Rio optou por abandonar um sistema que transporta mais de 500 mil passageiros por dia;
– A omissão da Prefeitura tem efeito direto nos passageiros, que são os mais prejudicados com a perda de vantagens do BRT: viagens mais rápidas, previsíveis e seguras em um sistema controlado;
– A utilização de ônibus convencionais nos corredores BRT contraria a concepção de um sistema de alta capacidade que opera em pistas exclusivas com: pagamento antecipado, embarque em nível e rápido em veículos com capacidade de até 180 passageiros por quatro entradas (em até 30 segundos);
– Ao substituir ônibus articulados por convencionais, a intervenção eleva o custo de operação sem um ganho de eficiência ao exigir a contratação de mais motoristas, aumentando também os gastos com combustível e de uma manutenção não prevista dos veículos. É importante lembrar que cada veículo articulado corresponde a mais de dois veículos urbanos;
– A Prefeitura vem utilizando o BRT como um laboratório de testes em vez de apresentar soluções definitivas para as suas obrigações legais, quase três meses depois do início do processo de intervenção;
– É inaceitável que a intervenção não tenha uma resposta rápida e concreta para as condições precárias das pistas de circulação dos ônibus articulados, que já provocaram a retirada de mais de 70 veículos de operação e aumentaram consideravelmente o tempo de viagem ao longo dos corredores;
– Até o momento, a intervenção vem demonstrando total falta de capacidade técnica para apresentar ações efetivas para o cumprimento de suas responsabilidades legais, como melhorar as condições precárias das pistas, reduzir os calotes, combater a ação descontrolada de ambulantes e os sucessivos atos de vandalismo;
– A redução da frota em operação do sistema BRT é responsabilidade direta da Prefeitura, que não oferece as condições necessárias para a circulação dos ônibus nos corredores expressos, que, segundo estudo recente, tem mais de 80% das suas pistas sem condições adequadas para a circulação dos ônibus articulados;
– O Consórcio BRT Rio reafirma mais uma vez que a Prefeitura deve assumir integralmente suas obrigações contratuais e oferecer as condições necessárias para a operação das empresas no sistema BRT;
– É inadmissível que até o momento a Prefeitura ainda não tenha apresentado, de forma transparente, qual é o planejamento para a melhoria do sistema BRT;
– As ações anunciadas pela Prefeitura deixam claro o caráter político da intervenção, já que todas as medidas anunciadas referem-se somente às responsabilidades contratuais do governo municipal no sistema BRT;
– Além de não ter apresentado sequer à população o diagnóstico e soluções necessárias para retomada da operação, a intervenção atesta sua incompetência técnica e interesses meramente políticos ao anunciar a licitação de um sistema negligenciado pela Prefeitura;
– O anúncio de uma suposta licitação, sem antes cumprir com as obrigações legais da intervenção, não só desrespeita o contrato de concessão existente como cria uma insegurança jurídica para o investidor privado;
“Se a Prefeitura não respeita o acordo atual e não se responsabiliza por suas obrigações legais, por que seria diferente no futuro? A quem interessa a licitação?”