segunda-feira, 4 de maio de 2020

MARCOPOLO - BLOG GRMPE NOTÍCIAS/ REVISTA ÔNIBUS MAGAZINE PE



A Marcopolo pretende, até o final deste ano, iniciar testes com a aplicação do grafeno em novos componentes de ônibus.


 O objetivo é reduzir o peso total do veículo e ampliar e garantir a resistência estrutural, como a possibilidade de utilização e introdução em veículos de motorização 100% elétrica ou híbrida que está ocorrendo na indústria automobilística mundial.

De
acordo com Luciano Resner, diretor de Engenharia da Marcopolo, o programa está em fase de estudos de engenharia e o plano é concluir o desenvolvimento e iniciar testes até o final deste ano.

“Firmamos, no ano passado, uma parceria com a UCS, Universidade de Caxias do Sul, para o desenvolvimento do material e produção local em escala industrial. Iniciamos os estudos de caracterização, uma das principais etapas, pois permitirá determinar qual a quantidade ideal de grafeno na composição do material que relaciona diretamente com a resistência mecânica desejada para cada subsistema do nosso produto.

 São testes de ensaios químicos, térmicos e mecânicos, além de testes acelerado de durabilidade em dispositivos que garantem a durabilidade e confiabilidade do produto, representando as condições de utilização de nossos clientes”, analisa Resner.

Segundo ele, a companhia vem realizando estudos e pesquisas com o grafeno, também associado ao aço e a diferentes polímeros que poderão resultar em grande ganho de peso.

“Nossos trabalhos mostram que a liga com grafeno e aço proporciona redução de peso e melhoria das características mecânicas. Estamos desenvolvendo a sua aplicação na pintura, com a adição do grafeno em tintas para reduzir camadas, diminuindo custos e melhorando as características contra a corrosão”
, destaca o executivo.
Entre os desenvolvimentos mais avançados, a Marcopolo está trabalhando também em peças poliméricas, avaliando a substituição de componentes metálicas por polímeros  com a adição do grafeno. como suportes, em materiais de acabamento, como a estrutura do porta-pacotes e descansa-pernas, e em alguns componentes estruturais, como poltronas.

“Deveremos iniciar testes no campo de provas ainda no segundo semestre deste ano, para apresentar novidades no mercado em 2021”, conclui Resner.


Leveza e resistência superiores


Um dos grandes desafios da indústria automobilística mundial está na contínua redução de peso e elevação da resistência dos componentes e dos veículos como um todo.
O
outro é a redução no uso de combustíveis fósseis e nas emissões. Com a crescente adoção da tecnologia de motorização elétrica e elevado peso das baterias, os fabricantes têm como meta desenvolver veículos mais leves e, ao mesmo tempo, robustos.


O grafeno é o material mais leve e forte do mundo, sendo 200 vezes mais resistente do que o aço e superando até o diamante. Também é o material mais fino que existe, com espessura de um átomo, ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo.

 Maleável, resistente ao impacto e à flexão, é excelente condutor térmico e elétrico.

Isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, pelos cientistas Andre Geim e Konstantin Novoselov, em pesquisa que ganhou o Prêmio Nobel de Física em 2010, uma folha de grafeno de 1 metro quadrado pesa 0,0077 gramas e é capaz de suportar cargas de até quatro quilos.


Crédito da imagem: Julio Soares
Fonte: Marcopolo 

domingo, 3 de maio de 2020

BYD BRASIL - AVANÇA NAS VENDAS DE ÔNIBUS ELÉTRICOS 100%

BYD vai fornecer os ônibus articulados da Linha Verde de São José dos Campos, em São Paulo

Postado por Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes e Busologia
 | Por BYD Brasil

Este será o primeiro corredor sustentável de ônibus expresso 100% elétrico do País
Foto: ilustrativa divulgação byd
A BYD será a fornecedora dos 12 ônibus articulados 100% elétricos que vão circular no corredor do projeto da Linha Verde, o principal projeto de mobilidade urbana da cidade de São José dos Campos, em São Paulo. A assinatura do contrato entre a prefeitura de São José dos Campos e a BYD foi realizada nesta quarta-feira, dia 29 de abril, no Paço Municipal. Com prazo de execução de obras de 18 meses, essa primeira etapa terá 14,5 quilômetros, interligando as regiões sul e leste – as mais populosas da cidade – bem como a região central.
Os 12 ônibus articulados, de 22 metros, serão fabricados pela BYD em sua planta em Campinas, que já produz os chassis 100% elétricos comercializados no País. A fábrica, instalada em Campinas desde 2015, tem capacidade de produção de 720 chassis por ano, podendo expandir a fabricação para até 1.440 chassis por ano.
O Diretor da divisão de ônibus da BYD Brasil, Marcello Schneider, aponta as vantagens do modelo adotado pela prefeitura. “É muito importante que as prefeituras compreendam a importância e a necessidade real de fazer substituição das frotas por veículos não poluentes. Investir em mobilidade verde não só melhora a qualidade do ar nas cidades, como impacta diretamente na saúde da população”. Também estiveram presentes na assinatura do contrato, o Presidente da BYD Brasil, Tyler Li, a Gerente Jurídica da BYD, Gabriella Masetto, o Secretário de Transportes e Mobilidade de São José dos Campos, Paulo Guimarães, e o Prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth.
De acordo com a Prefeitura de São José dos Campos, a Linha Verde foi desenvolvida para atender aos modernos conceitos de planejamento urbano, em consonância com as diretrizes do Plano Diretor. O objetivo é promover o desenvolvimento urbano e econômico, preservando o meio ambiente com um TRM (Transporte Rápido de Massa) inspirado nos modelos mais avançados do mundo. O eixo sustentável terá 75 mil metros quadrados e inclui, além do corredor expresso, quatro praças ao longo do trajeto.
Na mesma data, também foi assinado o contrato com o Consórcio Projeto Linha Verde, formado pelas empresas Compec Galasso e Geosonda, que serão responsáveis pelas obras da primeira fase do projeto, que terá início na Estrada do Imperador (região sul) até o Terminal Intermunicipal (região central).
Outras experiências sustentáveis
A Prefeitura de São José dos Campos foi inovadora ao implementar, em 2018, uma frota de automóveis 100% elétricos para toda a sua Guarda Municipal. Após um ano, a prefeitura comemorou a economia de R$850 mil com combustível. Antes da implantação do novo modelo, a Administração dispendia R$ 933,6 mil com gasolina e álcool por ano. Com energia elétrica para abastecer a frota de 30 carros, foram gastos no mesmo período R$ 156,6 mil. Além disso, com a frota totalmente elétrica, alugada por meio de um contrato com a BYD, a Prefeitura deixou de emitir cerca de 400 toneladas de CO2 (dióxido de carbônico) na atmosfera durante o primeiro ano de funcionamento do novo sistema.

sábado, 25 de abril de 2020

BRT PELO MUNDO AI VEM A INDONÉSIA E MOSTRA COMO SE FAZ UM SISTEMA DE BRT TOP DEMAIS


TransJakarta, o BRT de Jacarta, na Indonésia

Sistema de corredores de ônibus TransJakarta, um dos maiores do mundo, com mais de 200 km de extensão. O projeto desse BRT começou a ser implantado em 2005, e hoje os ônibus transportam mais de 1 milhão de pessoas por dia.

PERNAMBUCO está longe de ter BRT e acima de tudo, o nosso BRT foi modificado e está sendo sucateado.

Postado por Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes
Fonte: Portal Mobilize Brasil












quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

PERNAMBUCO COMPRARÁ 50 ÔNIBUS DE 15 MM VOLVO

Volvo prevê venda de 100 ônibus de 15 metros para Belo Horizonte e Recife

Publicado em: 6 de fevereiro de 2020

B270F pode transportar até 50% mais passageiros por meio de instalação de terceiro eixo. Foto: Divulgação.
Fabricante também negocia com empresas da capital paulista
JESSICA MARQUES
O presidente da Volvo Buses, Fabiano Todeschini, afirmou que prevê a venda de 100 ônibus de 15 metros para Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Recife, em Pernambuco.
A projeção foi feita em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 05 de fevereiro de 2020, com participação do Diário do Transporte. Segundo o executivo, na capital mineira o veículo já foi homologado.
“Visitamos Belo Horizonte, temos um veículo que foi testado e homologado lá no ‘padrão Kalil’, com ar-condicionado, toda estrutura. Recife também está buscando e estamos em negociação. A previsão de vendas é de 50 unidades em cada um dos mercados, totalizando 100”, disse.
“Esse veículo acaba substituindo o articulado a um custo mais aceitável para o operador. Tendo Recife e Belo Horizonte homologando e tendo esse veículo, muitas cidades vão procurar”, completou.
De acordo com Todeschini, além do 15 metros as empresas também se interessaram por outros chassis, mas esse modelo é o de maior procura, por diversos fatores.
“Cabe mais de 100 passageiros em um veículo desse. Estive em Belo Horizonte e acompanhei um desses ônibus. O desempenho é muito interessante e o operador consegue adequar dentro de uma tarifa possível que estamos vendo hoje nas cidades do Brasil”, explicou.
Para a capital paulista, até o momento, não é possível fazer uma previsão de vendas, segundo o executivo, mas as negociações estão em curso.
“Em 2018, na capital paulista, vendemos 150 veículos. Ano passado foram 200 ônibus do nosso B250R, que foi um sucesso. Temos relacionamento com a Santa Brígida, Gato Preto e outros clientes. A experiência de consumo de combustível e qualidade do produto foram fantásticas, porque era um produto novo para nós na época e não tivemos problema de qualidade nenhum, ele foi bem apreciado”, afirmou.
Além de questões operacionais e econômicas, Todeschini destaca outras características do chassi que atraem operadores, como a capacidade de controlar a frota por conectividade, por exemplo.
O CHASSI
A Volvo apresentou na Lat.Bus & Transpúblico 2018 o chassi urbano preparado para carrocerias de 15 metros. A nova versão do B270F pode transportar até 50% mais passageiros por meio de instalação de terceiro eixo.
Segundo a Volvo, o chassi B270F é o único 4×2 com motor dianteiro do Brasil preparado para receber uma carroceria de 15 metros, que permite a instalação de um terceiro eixo.

domingo, 26 de janeiro de 2020

EURO 6 ATÉ 2023 SERÁ OBRIGATÓRIO E A SCANIA SAI NA FRENTE

foto Divulgação

SCANIA DEVERÁ LANÇAR NOVA LINHA DE CHASSIS PARA ÔNIBUS NO DECORRER DE 2020

Postado por Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes.

Com a chegada da Tecnologia Euro 6 Conama Fase VIII, as montadores de chassis de ônibus terão de lançar novas linhas de ônibus adequadas a nova exigência ambiental.
Uma coisa é certa, os veículos Euro 6 no Brasil enfrentarão dificuldades principalmente devido qualidade do diesel e adaptação de tecnologias
 que desafiam a próxima etapa P8 do Proconve. Com isso o euro 5 ganhou uma sobrevida no Brasil até 2023, onde passará a ser exigido a tecnologia Euro 6 em definitivo. Contudo, as montadoras tem até Janeiro de 2022 para homologar seus novos produtos..
Com isso, a Scania por exemplo, deve sair na frente e deverá lançar no decorrer do ano de 2020 uma nova  linha de chassis para ônibus.
Em 2019 foi lançada a nova de linha de caminhões.
os chassis devem seguir a mesma tecnologia usada nos motores de sua nova linha de caminhões.
Na gama de ônibus rodoviário, os modelos de chassis K400 e K440 para longas distâncias devem dar lugar os novos chassis K410 e K450. O modelo de K360 deverá ser mantido, mais com nova tecnologia.
Já os modelo K250 e K310 indicado para curtas e médias distâncias deverá dar lugar ao K250 de 7 litros, e ao K280 e K320 que passará a contar com duas opções de motor: de 7 e 9 litros, atualmente se produz apenas a versão de 9 litros para o segmento de curtas e médias distâncias.
Já para a linha fora de estrada, o F250 dará lugar provavelmente ao F280.

Já nos urbanos os modelos K250 e K310 darão lugar ao novo K250 de 7 litros e ao K320 de 9 litros.
O modelo para uso severo passará a ser o F250 de 7 litros.
Fonte: Scania do Brasil

sábado, 14 de dezembro de 2019

VOLKSBUS - 22-280 ODS EIXO DIRECIONAL FRONTAL E CAPACIDADE DE 22 TONELADAS

PORTAL

GRANDE RECIFE MOBILIDADE

Volkswagen faz pré-lançamento do superônibus 22.280 ODS

Chassi tem a maior capacidade técnica do mercado, permite encarroçamento com 15 metros e pode levar até 115 passageiros.


A Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia sua família de ônibus: o Volksbus 22.280 ODS faz sua primeira demonstração como integrante do portfólio de chassis da marca. Com a maior capacidade técnica do mercado brasileiro, o superônibus pode levar 22 toneladas, o que representa cerca de 115 passageiros, e seu encarroçamento pode alcançar 15 metros.

Foto: DINO / DINO


O chassi atende sob medida às operações de alta demanda: ele combina o aumento de cerca de 30% na capacidade de transporte em relação aos ônibus urbanos tradicionais e ainda reduz o custo operacional versus outros veículos maiores, como é o caso dos articulados, por exemplo.
O Volksbus 22.280 ODS foi projetado para oferecer o melhor custo-benefício, já que reduz o consumo de combustível em relação com outros carros de alta demanda e amplia o conforto e a segurança de passageiros e clientes.
A novidade traz suspensão pneumática, item fundamental para o bem-estar a bordo, principalmente em terrenos de pavimentação acidentada, além da motorização MAN D08 de 277 cavalos e transmissão ZF seis marchas.
A receita de sucesso do novo Volksbus 22.280 ODS é o posicionamento do terceiro eixo na dianteira, o que permite que o chassi alcance a capacidade de carga de 22 toneladas e, ao mesmo tempo, possibilite as mais diversas configurações, de acordo com a necessidade da operação.
A família Volksbus é projetada para combinar conforto a bordo e custo-benefício em operações de variadas demandas e sazonalidades, reunindo desde micros até veículos de maior capacidade.
Ônibus Volkswagen ampliam presença no mercado brasileiro
publicidade
As entregas de ônibus Volkswagen seguem para lá de positivas: até o fim novembro de 2019, 5.087 Volksbus foram vendidos no Brasil, segundo levantamento da Anfavea. O volume representa significativo incremento de 74% em relação às 2.924 unidades emplacadas no mesmo período do ano passado.
Além da alta no volume, os resultados também representam crescimento na participação dos Volksbus. Isso porque até novembro, as vendas totais de ônibus no país somaram 19.009 unidades, alta de 39,6% em comparação às 13.616 até novembro de 2018.
O incremento se deve ao sucesso dos ônibus VW nos mais diversos segmentos. Entre os mini e micro-ônibus, representados por modelos como o Volksbus 9.160 OD, as entregas somam 2.250 unidades até novembro, com alta de 88% de acordo com números do Renavam.
Entre os chassis maiores, destinados a operações urbanas e fretamento, os Volksbus 15.190 OD e 17.230 OD estão entre os favoritos dos clientes VW. Somados, os segmentos responderam por 2.537 entregas este ano, segundo o Renavam, e alta de 75%.
publicidade
Outro destaque é o Volksbus 18.280 OTS LE, utilizado com bons resultados no transporte urbano de passageiros. Concebido em sinergia com o projeto europeu apresenta novos conceitos de construção e soluções tecnológicas voltadas para as operações urbanas com veículo acessível de padrão mundial.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Respeite o Pedestre, Especialmente o Idoso e o Deficiente

POSTADO: JAÍLSON SILVA BLOGUEIRO ESPECIALISTA EM MOBILIDADE E TRANSPORTES ÔNIBUS

No início do meu trabalho com o Caminha Rio tinha uma implicância forte com os ciclistas que andavam pela calçada. Moro em um bairro onde há muitas entregas de bicicleta e não é surpresa ver os garotos subindo e descendo a rua pilotando suas magrelas a toda velocidade. Essa situação sempre me deixou de cabelo meio em pé; mas quando a minha mãe ficou com a mobilidade reduzida - e vejo o sacrifício que é pra ela andar na rua - a preocupação aumentou. 
Há muitas pessoas como a minha mãe andando por aí. Elas têm problemas que vão desde a dificuldade motora até a cegueira e a surdez parciais ou totais. Então é preciso tomar cuidado ao cruzar com esse grupo delicado. São pessoas que não conseguem se desviar de uma bike ou de uma patinete com rapidez se for necessário. Muitas vezes nem conseguem perceber a aproximação de um ciclista ou de outro pedestre em razão das suas deficiências. Se as circunstâncias nos obrigarem a pedalar em cima da calçada, não podemos esquecer disso de jeito nenhum. 

A Disputa de Um Lugar Para O Pedestre

Certamente, para um jovem em perfeitas condições de saúde, é difícil se colocar no lugar de uma pessoa idosa e de uma pessoa com deficiência. Compreendo que não é por mal, é falta de informação e, principalmente, falta de uma educação formal que não nos prepara para “envelhecer”. Além disso, há uns trinta ou quarenta anos atrás, não podíamos imaginar que hoje a cidade teria essa configuração de mobilidade que se apresenta hoje. Desde o incremento do número de motos até o crescimento dos não motorizados, praticamente não houve mudanças significativas no desenho das cidades para o mix de modais. Então disputamos injustamente um espaço que já deveria ter aumentado para nós pedestres e ciclistas.
Hoje era preciso ter uma rua onde 30% do espaço fosse dedicado aos carros e o resto aos pedestres, às bicicletas, às patinetes, aos segways, às cadeiras de rodas motorizadas, transportes públicos e sabe-se lá Deus o que mais vier por aí nos próximos anos. Mas enquanto isso não acontece, precisamos com muita urgência de uma educação para o novo trânsito e muitas ações de sensibilização para despertar o respeito com os deficientes e os idosos - que lamentavelmente continuam sendo bastante sacrificados em seus direitos de mobilidade.
Há dois anos atrás fui convidada para assistir a instalação de um sinal sonoro no bairro da Urca, numa travessia que fica em frente ao maior instituto de educação para pessoas com deficiência visual, o famoso Benjamin Constant. Na ocasião tive a oportunidade de ouvir um grupo de cegos convidados para a inauguração reclamar de ciclistas que usavam a ciclovia local - no meio das duas pistas onde está a travessia completa dos cegos. Os ciclistas não respeitavam o sinal de trânsito e isso estava causando alguns acidentes com os alunos do instituto.
Eu fiquei negativamente surpresa e bastante indignada. Mas conforme os meses foram passando fui percebendo que a falta de informação é generalizada, inclusive em lugares do mundo onde nós - de forma equivocada - acreditamos que o nível de educação e conscientização das pessoas é maior do que o nosso. A chegada das patinetes só veio confirmar a minha hipótese. Com a confusão e a grande quantidade de acidentes que provocaram em tão pouco tempo, está claro que precisamos nos reorganizar na cidade levando em conta que mais idosos e mais pessoas com deficiência estão nas ruas.
Estamos cansados dos custos que os carros nos causaram. Financeiros e na saúde. Estamos cansados de um sistema de transportes ineficiente em sua maioria. Queremos nos livrar de ambos. Em distâncias curtas e médias a bike surge como uma solução para uma vida mais econômica e mais saudável. E as patinetes são uma maravilha para quem vai saltar do metrô e do ônibus e não está a fim de caminhar até sua casa. Mas, enquanto o espaço das vias não “se abre-te sésamo” para os mais frágeis, precisamos encontrar formas de todos compartilharem as vias democraticamente. Lembre da sua avó. Será que ela já não reclamou de um ciclista mais desatento que tirou uma fina dela na calçada? É possível. 

Mobilidade Urbana de Ciclistas e Pedestres

Brincadeiras a parte, vejo um sem fim de reclamações em redes sociais. Eu entendo os dois lados. Até comprei uma bicicleta para fazer um exercício de empatia com meus amigos ciclistas. Foi uma das melhores coisas que fiz, porque não há nada pior do que criticar sem se colocar no lugar do outro. Agora eu quero convidar os ciclistas para fazer algo semelhante. Quero que eles vão para a rua a pé passear com uma pessoa com deficiência ou alguém de mobilidade bastante reduzida. E talvez, guiando essas pessoas, eles sintam na pele a imensa dificuldade de andar pelas ruas selvagens de uma metrópole como a nossa. E nem adianta argumentar que eles também são vítimas dos ônibus e dos carros. Isso não é desculpa.
Preciso dizer aqui que conheço dezenas de ciclistas sensacionais que militam pela mobilidade a pé e fazem diversas campanhas educativas para esse bom convívio nas ruas. São pessoas maravilhosas que tem muito a contribuir para essa mudança que nós queremos. E na verdade já estão promovendo essa transformação com suas ações, seus grupos e sua vontade de melhorar a nossa cidade. Transporte Ativo, Pedal Sonoro, Bike Anjo, Bike na Pista, a CSCRJ entre muitos outros. Boa parte deles amigos que têm sido parceiros nesses poucos anos de Caminha Rio. Deixo aqui meu agradecimento e os parabenizo pelo seu coração aberto.
A travessia lá na frente do Benjamin Constant continua com problemas. Inclusive, nesta semana, a CET-Rio e organizações da sociedade civil promoveram uma ação educativa no local para os ciclistas. Receio que a ação para ser eficaz terá que se repetir diversas vezes. Os cegos, já tão ceifados em seu direito de ir e vir, não deveriam ficar levando trombadas de ciclistas ou patinetes. 
Há uma década mais ou menos, vemos uma cultura crescente em prol da pessoa com deficiência, dos idosos e um grande movimento social pela inclusão. Aplaudimos, replicamos as boas ações e notícias positivas em nossas redes sociais. Mas é imperativo que nossa primeira ação seja respeitar essas pessoas nas ruas e nos espaços públicos. Ceder nosso lugar nos transportes públicos, deixá-los passar na frente, ajudar na travessia, abrir portas, facilitar subida e descida em escadas, oferecer ajuda sempre, jamais estacionar o carro ou a moto em cima da calçada, frear a bike ou o patinete quando o espaço for mais estreito para não assustá-los, aguardá-los atravessar as ruas com paciência. Parece óbvio? Ainda não é.

MATÉRIA: THATIANA MURILO
DO: MOB 1.CLUB

terça-feira, 29 de outubro de 2019

VW PERTO DE LANÇAR ÔNIBUS ARTICULADOS MOTOR FRONTAL

Homologação de ônibus urbano articulado com motor dianteiro está em fase final, diz Volkswagen

Segundo o vice-presidente de produto, estratégia corporativa e digitalização, Leandro Siqueira, frotistas que testaram protótipo tiveram impressões positivas

Por Jessica Marques - Diário do Transporte

O ônibus articulado com motor dianteiro da Volkswagen Caminhões e Ônibus está em fase final de homologação. A informação foi divulgada pelo vice-presidente de planejamento de produto, estratégia corporativa e digitalização da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Leandro Siqueira.

Segundo o executivo, o veículo está pronto e já está sendo testado por frotistas, que tiveram impressões positivas sobre o protótipo. Contudo, ainda não é possível estimar um prazo para o início da produção comercial do ônibus.

“Está indo bem. A gente tem ainda uma questão legal que a gente precisa equacionar, mas a gente acha que é uma solução economicamente muito adequada ao Brasil. Ele traz um custo operacional mais baixo do que as demais composições com motor traseiro. Então a gente está em um processo final. Ele estava rodando com licença em alguns frotistas, que estão gostando muito da performance desse tipo de veículo e dos custos”, disse Siqueira.

Os próximos passos para poder colocar o ônibus a venda está relacionado a questões legais para viabilizar a conclusão do processo de homologação, conforme informado pelo executivo.

“Nos próximos meses, a gente está tentando equacionar a questão legal, de norma, para a gente adequar e garantir que a gente tenha uma boa aplicação. O produto está pronto, na realidade, agora é uma questão de homologação do carro e adequação à legislação. Isso depende de a gente conseguir ajustar alguns itens na regulamentação”, afirmou Siqueira.

Em entrevista em 2018, o gerente nacional de vendas de ônibus da MAN, Jorge Carrer, falou sobre o ônibus articulado com motor dianteiro. Trata-se do Volksbus 17.260 OD.

Na época, o início do processo de homologação dependia da definição da nova versão da norma 15-570 do Inmentro/ABNT, que traz especificações técnicas para fabricação de veículos com características urbanas para transporte coletivo de passageiros.
Postado por Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes e Ônibus.
Siga-nos no Instagram e inscreva no canal YouTube blog Grmpe.

sábado, 19 de outubro de 2019

BYD TEM PLANO FORTE DE ELETIFICAR O TRANSPOTES PÚBLICO

BYD entrega 22 novos ônibus elétricos de um andar para operadora de Londres

Publicado em: 17 de outubro de 2019

Com essas novas unidades, Go-Ahead London soma 98 ônibus elétricos rodando na capital do Reino Unido, quase metade da frota de elétricos que rodam no país
ALEXANDRE PELEGI
A principal fabricante de ônibus elétricos do Reino Unido, a parceria formada entre a BYD e a encarroçadora ADL (Alexander Dennis Limited), entregou esta semana mais 22 ônibus 100% elétricos de um só piso, isentos de emissões, à operadora Go-Ahead London, que atua sob gestão da Transport for London (TfL).
Os modelos BYD ADL Enviro200EV estão agora operando na rota 214 entre Highgate, Camden Town, King’s Cross e a City.
Com essas 22 novas unidades, a parceria BYD com a ADL soma até o momento 98 ônibus elétricos para a Go-Ahead London, o que vem a ser quase metade do total de mais de 200 ônibus elétricos que a parceria já entregou a operadoras em todo o Reino Unido.
Essa entrega sinaliza a introdução da variante mais curta do modelo de 10,2 metros, para permitir um círculo de viragem reduzido e melhor capacidade de manobra.
Um modelo de 9,6 metros deverá ser entregue no final do ano numa nova encomenda de 11 ônibus também para a Go-Ahead London. A operadora já possui encomenda para 13 unidades BYD ADL Enviro200EVs com 10,8 metros de comprimento, frota programada para entrar em serviço no início de 2020.
Os ônibus elétricos de um e dois andares da parceria BYD ADL estão sendo entregues em número significativo aos operadores em Londres, à medida que o sistema de transporte da capital faz a transição do diesel.
Atualmente, mais de 170 ônibus elétricos BYD ADL estão em operação sob a gestão da TfL, que gere o transporte da capital do Reino Unido. São mais de sete milhões de milhas elétricas já rodadas nas ruas de Londres, com mais de quatro milhões somente rodadas pelos elétricos a serviço da Go-Ahead.
Frank Thorpe, diretor administrativo da BYD do Reino Unido, disse que o número de pedidos parece muito salutar para os ônibus elétricos de um e dois andares. Ele acrescentou que as cidades inglesas de Manchester e Birmingham estão entre as que fizeram pedidos.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes